Demissão de Nelson Teich repercute no meio político

Personalidades da área adotam tom crítico ao presidente Jair Bolsonaro ao comentar exoneração do ministro da Saúde, o segundo a deixar o cargo em meio à pandemia da Covid-19

Legenda: Teich é o segundo ministro da Saúde trocado no meio da pandemia de coronavírus
Foto: Agência Brasil

Após oficializar seu pepido de demissão do Ministério da Saúde, Nelson Teich foi substituído interinamente pelo general Eduardo Pazuello. Nas redes sociais, sua exoneração foi comentada no meio político de todo o Brasil.

Logo após o anúncio, o médico que acompanhou a pandemia desde o início e foi trocado do posto por Teich, Luiz Henrique Mandetta, postou em sua conta no Twitter uma mensagem com "Força, SUS".

O deputado federal André Figueiredo (PDT-CE) compartilhou sua indignação em publicação no Twitter. "Em plena pandemia, iremos para o terceiro ministro da Saúde. Infelizmente, isso só acontece no Brasil. Que Deus proteja nosso povo!", escreveu.

Outros nomes do meio político, como o ex-presidenciável Ciro Gomes (PDT-CE), o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), e os deputados federais José Guimarães (PT-CE), Célio Studart (PV-CE) e Luizianne Lins (PT-CE), também adotaram tom crítico ao presidente Jair Bolsonaro ao comentarem o acontecimento.

"Como lidar com um presidente genocida que quer matar seu povo?", questionou Luizianne.

"Estamos no meio de uma pandemia e Teich já é o segundo ministro que deixa um governo lunático, que já mostrou não ter o mínimo de liderança para gerir um crise", disse José Guimarães.

Para Célio Studart, a demissão de Teich mostra que Bolsonaro "não quer um médico ou técnico" no cargo, e sim "capachos".

Instabilidade na pandemia

Nelson Teich é o segundo ministro da Saúde a deixar o cargo no meio da pandemia de coronavírus. Sua exoneração ocorre um dia após o Brasil regsitrar 844 mortes em apenas um dia, alcançando o segundo lugar no ranking de países com mais vítimas fatais da Covid-19.

O ministro anterior, Luiz Henique Mandetta, foi demitido no último dia 16, após uma série de atritos com o presidente da República. Teich, que iria completar um mês no cargo nesse sábado (16), não chegou a montar equipe de combate ao coronavírus e vinha sendo pressionado por Bolsonaro a adotar o uso da cloroquina para tratamento dos pacientes infectados.

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