Corpo de Bruno Covas é enterrado no mesmo local onde o avô foi sepultado

Antes, o corpo foi velado no Edifício Matarazzo, sede da Prefeitura de São Paulo, e depois passou em carro aberto por vias paulistanas

velório de bruno covas
Legenda: Prefeito é velado na sede da Prefeitura de São Paulo
Foto: Nelson Almeida/AFP

O prefeito Bruno Covas (PSDB) foi sepultado no Cemitério Paquetá, mesmo local onde está enterrado seu avô, o ex-governador paulista Mário Covas, na noite deste domingo (16). Antes, o corpo foi velado no Edifício Matarazzo, sede da Prefeitura de São Paulo, e depois passou em carro aberto por vias paulistanas.

Após o cortejo, o corpo do político foi levado para Santos, no litoral paulista, onde fica o cemitério.

Na prefeitura, a entrada ficou restrita a familiares e amigos mais próximos, por conta das restrições sanitárias impostas pela pandemia. A imprensa entrou no local em sistema de rodízio.

Cortejo em São Paulo

Cortejo
Foto: Miguel Schincariol/AFP

Após o velório, o corpo de Covas foi transportado por guardas-civis e pelo filho Tomás da Prefeitura para um caminhão dos bombeiros e saiu para o Viaduto do Chá, às 14h35.

O público do lado de fora deu uma salva de palmas ao prefeito e soltou bexigas brancas. O caixão estava coberto por bandeiras do Estado de São Paulo, da cidade e do Brasil.

O cortejo fez um percurso saindo do centro de São Paulo em direção à Praça Oswaldo Cruz, passando pela Avenida Paulista.

Despedida

A cerimônia foi celebrada pelo padre Rosalvino Moran Vinãyo, da Obra Social Dom Bosco, que era ligado ao avô de Bruno.

Os pais, Pedro Mauro Lopes e Renata Covas Lopes, estavam na primeira fileira de pessoas ao lado do corpo, que ficou em um caixão sobre um tapete vermelho no saguão do prédio.

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), que chegou por volta das 14 horas, pouco após o início da cerimônia, sentou-se com a primeira-dama, Bia Doria, na segunda fileira.

O prefeito Ricardo Nunes, e sua mulher Regina, posicionaram-se em pé atrás de Doria, em uma terceira fileira, ao lado do filho de Bruno, Tomás Covas, de 15 anos.

O jovem estava abraçado e era confortado pelo oncologista Tulio Pfiffer, médico do Hospital Sírio-Libanês que tratou do prefeito. Gustavo Covas, irmão do prefeito morto neste domingo, e Karen Ichiba, mãe de Tomás, também estavam nesta terceira fileira.

Ricardo Nunes chegou à Prefeitura antes da cerimônia ter início, e aguardou o início do ato no segundo andar do prédio, na companhia do marqueteiro Felipe Soutelo, responsável pela campanha eleitoral de 2020 que terminou com a vitória da dupla.  

Nota da Prefeitura de São Paulo

Segundo nota oficial, Covas faleceu às 8h20 em decorrência de um câncer da transição esôfago gástrica, com metástase e suas complicações após longo período de tratamento. A doença foi diagnosticada em 2019.

A nota lembra que Covas nasceu em 1980, em Santos, e "trouxe em seu DNA o gosto pela boa política e o desejo de influir na vida das pessoas, sobretudo os mais necessitados".

Bruno Covas
Legenda: Covas faleceu neste domingo (16) às 08h20 em decorrência de um câncer da transição esôfago gástrica, após longo período de tratamento
Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

O comunicado fala da herança recebida do avô materno, o ex-governador Mário Covas, com quem morou no Palácio dos Bandeirantes, quando concluía seus estudos.

"Logo na adolescência entrou para a Juventude do PSDB e, anos mais tarde, elegeu-se deputado estadual por dois mandatos e, depois, federal por um. Foi ainda secretário de estado do Meio Ambiente, na gestão do governador Geraldo Alckmin. Pai de Tomás, de 15 anos, sua maior paixão declarada", diz a nota.

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