Violência ilimitada

Escrito por
Gilson Barbosa producaodiario@svm.com.br
Gilson Barbosa é jornalista
Legenda: Gilson Barbosa é jornalista

Os Estados Unidos, que muitos tanto exaltam como a “pátria da democracia e da liberdade”, nem sempre constituem exemplo tão positivo assim para o mundo. No país, onde armas são vendidas em lojas especializadas, como verduras e frutas num supermercado, a facilidade em adquiri-las é mesmo impressionante. O direito à compra de armamento está preconizado na segunda emenda da Constituição norte-americana e o debate sobre o tema é muito dividido entre a população.

Enquanto isso, segundo dados da organização Gun Violence Archive, que registra os casos, já ocorreram, somente até o momento, este ano, mais de 308 tiroteios em massa. Esses atentados já mataram mais de 300 pessoas e feriram mais de 1.300, com uma média de um ataque por semana.

Os três mais recentes, que tiveram repercussão mundial mais intensa, aconteceram em Uvalde, no Texas, quando o ataque a uma escola resultou nas mortes de 19 crianças e duas professoras; em Tulsa, Estado de Oklahoma, quando um homem atirou contra um hospital, matando quatro pessoas; e, no início deste mês, num subúrbio de Chicago, chamado Highland Park, durante o feriado da independência norte-americana, um atirador matou sete pessoas e feriu outras 20. Nos dois primeiros casos, os autores dos atentados se mataram em seguida. No terceiro, o atirador foi preso e responderá por seus crimes.

Conforme o critério da Gun Violence Archive, o ataque em massa é caracterizado por deixar pelo menos quatro vítimas, mortas ou feridas. Em um mesmo mês, há mais dias com ataques em massa do que sem, conforme o histórico dos episódios.

Desde o final da Guerra do Vietnã, ex-soldados ou cidadãos comuns com problemas psicológicos, os chamados “lobos solitários”, com acesso a armas de grosso calibre, costumam abrir fogo contra potenciais alvos de risco – escolas, shows, ambientes públicos em geral - , matando, aleatoriamente, inocentes.

O presidente Joe Biden tem defendido que o Congresso aprove leis mais duras para a compra de armas poderosas, como rifles, pelos cidadãos comuns. Essa violência ilimitada e descontrolada precisa, de fato, ter maior punição.

Gilson Barbosa é jornalista

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