Valorize seu voto
Alguns segmentos da sociedade, de um modo geral, vêm mostrando sistematicamente ao eleitor a importância do voto para que a população escolha conscientemente os candidatos a cargos eletivos. Em última análise, a importância do voto no processo democrático. Dentro dessa linha de referência, os eleitores poderão tirar conclusões significativas, tais como: não devem se levar por promessas vãs e utópicas; devem considerar fundamentalmente os projetos dos candidatos e não as encenações elaboradas por alguns “marketeiros” políticos, muitas vezes fora da realidade em que vivemos e incompatíveis com os princípios da ética; não se deixar enganar por determinados políticos que procuram comprar o voto, diretamente ou utilizando-se de outras pessoas ou de mecanismos incompatíveis com os bons costumes para alcançar o eleitor.
Vale ressaltar que todos nós devemos ter em mente que a base da cidadania é a liberdade de escolha. Um povo livre e soberano encontra nas urnas de votação o início de sua autoestima. Por outro lado, para se realizar uma escolha adequada, acreditamos, conforme pensamento de vários cientistas políticos, o eleitor precisa tomar por orientação três pontos básicos: o passado do candidato, em todos os aspectos, identificando, com ênfase, os serviços já prestados à comunidade; a vida profissional, independentemente do nível de instrução, pois é mais importante a formação de uma boa equipe para administrar a coisa pública; suas propostas para conduzir o povo a melhores dias.
É importante observar, com a devida reserva, possíveis salvadores da pátria. A valorização do voto, além de abranger o fortalecimento da democracia, preza outros valores como a liberdade, a igualdade de oportunidades e a sinceridade dos políticos. Como disse Roger Bacon, “o mar estaria por sua natureza calmo e quieto se os ventos não o revolvesses e turbassem; da mesma forma, o povo estaria pacífico e quieto se os oradores sediciosos não o agitassem e perturbassem”. Vote com consciência, não abra mão do seu poder de participar. Sempre. P.S. – Lembremos do parágrafo único do Art. 1º de nossa Constituição: Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta CONSTITUIÇÃO.
Gonzaga Mota é professor aposentado da UFC