Santo Arnulfo e a cerveja curativa

Nascido na Áustria, época em que o país tornara-se famoso devido à produção de cervejas de excelente qualidade, Santo Arnulfo (580 – 640), ainda jovem, entrou num monastério beneditino perto de Remiremont, na França.

Fez-se abade e, depois, bispo de Metz aos 32 anos de idade. Quando assumiu o bispado, deparou-se com temida doença, que se transformou em epidemia, contaminando as águas da região e provocando a mortandade incontida dos moradores.

Santo Arnulfo verificou que ao ser fervida a água, no processo do fabrico da cerveja, esta ficava livre dos germes que causavam a enfermidade de maneira alarmante. Aconselhou, então, aos fieis a não beberem nenhum líquido que não fosse à cerveja e, desta forma, salvarem-se da peste.

Em 641, um ano após o falecimento, os cidadãos de Metz pediram que seus restos mortais fossem exumados e trazidos para sepultamento na Igreja dos Santos Apóstolos, que tomou o nome de St. Arnulf, em 717.

Durante o longo trajeto, vários integrantes do cortejo sentiram-se cansados e pararam numa taberna, objetivando descanso e compra de cerveja. Com tristeza, descobriram a existência de uma única garrafa. Mas, em seguida, surpreendente milagre atribuído ao Santo. A garrafa jamais secava. Todos ingeriram até se fartar

Muitos católicos pensam que o consumo de bebidas alcoólicas constitui-se pecado. Não é verdade, se o uso é moderado e realizado com responsabilidade.

A Igreja, inclusive, possuiu um rito especial, em latim, de benção da cerveja e Santo Arnulfo de Metz foi canonizado santo pela Igreja Católica Romana e é reconhecido como patrono dos cervejeiros. Comemora-se seu dia em uma das datas: 18 de julho, 24 de julho ou 16 de agosto.

Na iconografia, ele é retratado com um ancinho em sua mão. E é, frequentemente, confundido nas lendas com Arnoldo de Soissons, que é outro santo patrono dos cervejeiros.


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