Brasil entre os protagonistas da produção de energia solar

Conforme a entidade, subimos duas posições e passamos a ocupar a 6ª posição no ranking da Irena na geração de energia solar fotovoltaica

Escrito por Paulo Vitor Lira ,
Diretor da Sunplena Energia
Legenda: Diretor da Sunplena Energia

Na última década, o Brasil tem se destacado na produção de energia limpa, assumindo a cada ano um protagonismo global na geração de fontes não poluentes. Dados divulgados pela Agência Internacional de Energias Renováveis (Irena) ratificam o crescimento exponencial que o país teve. Conforme a entidade, subimos duas posições e passamos a ocupar a 6ª posição no ranking da Irena na geração de energia solar fotovoltaica. Somente em 2023, foram 37,4 Gigawatts de capacidade instalada, um crescimento de 12 Gigawatts se comparado com o ano anterior, nos deixando atrás da China, Estados Unidos, Japão, Alemanha e Índia.

Esse recorte tem um grande significado. Mesmo com várias condições adversas que nós temos, sobretudo a desigualdade econômica e as altas cargas tributárias que pagamos, o Brasil tem acenado para essas nações bem mais desenvolvidas do que nós, como um dos principais lugares onde as energias renováveis terão um papel cada vez maior na economia nacional, passando em poucos anos a ser um exportador de energia renovável com o desenvolvimento da cadeia do Hidrogênio Verde.

No início do ano, o Governo Federal voltou a cobrar a Tarifa Externa Comum (TEC) do Mercosul de 10,8% para a importação de painéis solares. A justificativa para a cobrança é que a União pretende incentivar a instalação de fábricas de painéis solares no país, diminuindo assim a importação dos módulos. Até entendo o intuito de fomentar a indústria local, mas o país ainda não está preparado do ponto de vista de material e estrutura para substituir as exportações e passar a ser um grande produtor da cadeia de energia solar, sobretudo os painéis.

Mesmo com essa taxação, ainda está sendo bem vantajoso para o consumidor final instalar energia solar na sua residência ou na sua empresa, visto que o preço dos painéis solares, que correspondem entre 30% a 40% do preço do kit solar, ainda estão com os preços acessíveis no mercado asiático. Esse é um cenário da grande produção que as empresas da Ásia tiveram para exportar para a Europa, e como não tiveram a demanda vendida, estão colocando os estoques com um preço menor para poder escoar os produtos, possibilitando assim uma oportunidade para quem deseja ter energia solar em casa.

Alessandro Almeida é diretor comercial da MRV&CO
Alessandro Almeida
18 de Maio de 2024
Professor aposentado da UFC
Gonzaga Mota
17 de Maio de 2024
Christine Muniz é presidente da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia - Seção Ceará (SBOT-CE)
Christine Muniz
12 de Maio de 2024
Professor aposentado da UFC
Gonzaga Mota
10 de Maio de 2024