Relações trabalhistas: debate mais que urgente!

Muitas ações no mundo virtual refletem características e emoções pessoais

Escrito por
Stela Evangelista e Vicente Melo producaodiario@svm.com.br
Analista de marketing/psicólogo
Legenda: Analista de marketing/psicólogo

No meio corporativo, muito se fala sobre ética, moral e compliance. Regras necessárias à boa convivência, com o intuito de trazer organização ao local de trabalho, servindo para que haja ordem na coletividade. Inclusive, diversas empresas realizam treinamentos obrigatórios com seus colaboradores, incluindo questões da LGPD, buscando uma conscientização sobre a necessidade de haver respeito, seja com clientes ou colegas de trabalho .

Recentemente veio a público uma planilha anônima, preenchida por “profissionais”, expondo influenciadores, avaliando com notas de 0 a 10 seus perfis pessoais e profissionais, em meio a projetos para os quais foram contratados.

Não nos cabe aqui validar ou julgar o que foi escrito sobre esses influenciadores. Esse é um tema que precisa ser desenvolvido pelos próprios envolvidos.
Sabemos também que comentários no ambiente corporativo existem. Sempre aconteceram e vão continuar, porque é inerente ao ser humano a necessidade de socializar, sejam por vontades em comum, ou conversando sobre o que acontece socialmente.

Mas onde entra a cultura dos feedbacks, o tão divulgado compliance? A ética e a moral?
A impressão é que esses temas não existem quando se trata da possibilidade do anonimato. Talvez pela desinibição on-line ou ausência de consequências imediatas, certamente se a conduta fosse adotada presencialmente haveriam restrições no ato, essa distorção da realidade  nos torna menos cientes de nossas ações e sentimentos.

Muitas ações no mundo virtual refletem características e emoções pessoais. Pessoas que sofrem com transtornos de ansiedade ou inferioridade podem usar da internet para imprimir emoções de forma disfuncional, chegando a se configurar como comportamentos antiéticos, interpretando de forma mais sensível talvez a necessidade seja de adotar um mecanismo de defesa.

Mas fica o questionamento: até onde cabe a ética teórica, falada e escrita em páginas do linkedin, para aquelas postagens que acontecem em perfis pessoais, no “submundo” da internet, onde o anonimato permite uma liberdade de expressão cruel? Onde entram os feedbacks necessários, quando se trata de um serviço prestado ou contratado por empresas e pessoas? Será que o “profissionalismo” só existe enquanto a identidade aparece?
Cabe aqui uma reflexão para pessoas enquanto profissionais, sobre até onde vai sua moral. E para as empresas, que busquem aplicar treinamentos e capacitações que permaneçam além da obrigatoriedade.

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