Promessas x Realizações

Certamente, a maior expressão cívica de nossa cidadania realizou-se em 15 deste mês, data significativa a se ver o patriotismo nacional. Restou somente, para alguns, a 2ª etapa, chamada de 2º turno, indicada para os que não obtiveram percentual de votos capazes de consagrar um dos disputantes. Será no penúltimo dia deste.

Não obstante, já se pode aludir a todo o instrumental que os legitimados a essa porfia usaram à consecução da expectativa de sucesso eleitoral: as promessas. Não se torna cabível haver qualquer menosprezo quanto ao que foi prometido por todos os candidatos; ao contrário, esses demonstraram, à satisfação, o que lhes seria apropriado realizar pelas sociedades locais – os municípios -, caso eleitos. Fala-se dos postulantes às câmaras e às gestões municipais. Palmas para todos, que acabaram de aliviar as populações respectivas, quanto aos direitos que lhes falta – de há muito – usufruir. Mais uma vez, a massa populacional dos municípios está crente de que não haverá tergiversações à correspondente realização do que fora assegurado: não faltará vontade política, verba pública, desempenho de cada gestor e o respeito à dignidade pública, evidenciando-se que “o prometido é o prenúncio da realização”.

Oxalá creia-se e constate-se ser verdadeiro o amadurecimento de quem sufragou seus candidatos, e esses serem cientes de suas responsabilidades públicas, no exercício dos mandatos que lhes foram outorgados. O Brasil, em todas as instâncias da vida pública, está precisando de posturas que tais. O mundo moderno, nesse sentido, também, não pode mais prescindir desse patriotismo.

Por oportuno, seria deselegante e ofensivo, até, neste momento, alguém lembrar aos eleitos de quais necessidades as populações estão a carecer. Há ciência mútua. Então, senhores apossados, mãos à obra!

Antonio Caminha Muniz Filho

Advogado


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