O que podemos aprender com o plano de universalização do Tempo Integral no Ceará?

Escrito por
Idilvan Alencar producaodiario@svm.com.br
Idilvan Alencar é deputado federal do Ceará, ex-Secretário de Educação do Estado e Ex-Presidente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE)
Legenda: Idilvan Alencar é deputado federal do Ceará, ex-Secretário de Educação do Estado e Ex-Presidente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE)

O Ceará foi visionário ao lançar o Plano de Universalização do Tempo Integral na Rede Pública de Ensino, que busca a universalização, até o ano de 2026, do ensino em tempo integral em todas as escolas públicas estaduais. A base para essa ação remete ao ano de 2017, durante minha gestão na Secretaria da Educação, quando aprovamos e promulgamos a lei nº 16.287 para garantir a implementação dessa modalidade de ensino.

O estado conta, atualmente, com a maior proporção de alunos em tempo integral matriculados na rede pública de ensino fundamental em todo o Brasil, com um índice de 41%. No Ensino Médio, este número sobre para 42%. A respeito do Ensino Médio Integral, pesquisas comprovam um aumento expressivo na aprendizagem de Língua Portuguesa e Matemática, como aponta o desempenho superior no Ideb.
 
Recentemente, o Ministério da Educação lançou o Programa Escola em Tempo Integral, ampliando o número de matrículas em tempo integral em todas as etapas de educação. Além de apoio técnico e financeiro, o programa busca formar equipes pedagógicas, a criação de materiais e de instrumentos de avaliação.
 
Dados divulgados mostram que 86% dos estudantes do Ensino Médio gostariam de estar na escola integral. Ao mesmo tempo, a maioria dos brasileiros defende que os jovens devem passar mais tempo na escola e a maioria dos pais querem que seus filhos estudem em tempo integral.
 
Para que o Ensino Médio Integral seja verdadeiramente acessível a todos os estudantes ele deve alcançar quem mais precisa: estudantes em maior vulnerabilidade. Estudos baseados no Ideb mostram que, mesmo entre jovens de baixo nível socioeconômico, a educação integral é capaz de proporcionar uma aprendizagem superior.
 
Para a expansão da educação integral, é fundamental garantir apoio financeiro para a permanência dos estudantes. Ponto que tenho defendido desde 2019, quando propus um projeto de lei para assegurar uma poupança estudantil para alunos de baixa renda.
 
A educação integral tem o potencial de transformar a educação. O país acaba de dar um passo importante para que essa modalidade alcance um número cada vez maior de estudantes, capacitando a todos para atingirem o seu potencial.

Idilvan Alencar é deputado federal do Ceará, ex-Secretário de Educação do Estado e Ex-Presidente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE)

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