O autismo na adolescência

Escrito por
Mávia Ximenes producaodiario@svm.com.br
(Atualizado às 13:26, em 16 de Março de 2026)
Mávia Ximenes é fisioterapeuta
Legenda: Mávia Ximenes é fisioterapeuta

A adolescência é, por si só, um período de intensas transformações biológicas, emocionais e sociais. No caso do Transtorno do Espectro Autista (TEA), essa fase pode se tornar ainda mais desafiadora, já que o espectro envolve diferentes níveis de suporte e, portanto, distintas necessidades. A depender do nível de apoio, a vivência da adolescência será significativamente diferente, embora os desafios estejam presentes em todos os casos.

Entre adolescentes com TEA nível 1 de suporte, que apresentam maior autonomia e linguagem preservada, é comum a suposição equivocada de que enfrentarão essa etapa como seus pares neurotípicos. No entanto, as dificuldades vão além da timidez. Envolvem déficits na comunicação social, como interpretar pistas não verbais, compreender regras implícitas e ajustar respostas emocionais nas interações.

Essas limitações afetam a formação de vínculos, a manutenção de amizades e a participação em grupos. As cobranças para que “se adaptem” ao padrão esperado podem gerar frustração, sentimento de inadequação, ansiedade social, baixa autoestima e sintomas depressivos. Muitos desses jovens têm consciência das próprias dificuldades, o que intensifica o sofrimento.

Nos níveis mais elevados de suporte, surgem outras realidades. Há adolescentes que manifestam comportamentos considerados inadequados não por oposição, mas por dificuldade em comunicar necessidades e emoções. A frustração, sem mediação adequada, pode resultar em crises. Em outros casos, a ausência de intervenções precoces e de inclusão estruturada leva ao isolamento social, afetando também as famílias, limitando o desenvolvimento.

Independentemente do nível de suporte, é essencial compreender que tais dificuldades não são falhas de caráter, mas reflexo de um funcionamento neurobiológico específico. Informação qualificada, intervenções adequadas e suporte contínuo, como os oferecidos pela Associação Fortaleza Azul (FAZ), instituição sem fins lucrativos que atua na promoção do acolhimento, da inclusão e da garantia de direitos dos indivíduos com autismo e de suas famílias, são fundamentais para promover desenvolvimento saudável, reduzir o sofrimento psíquico e construir trajetórias mais inclusivas na vida adulta.

 Mávia Ximenes é fisioterapeuta

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