Alerta de golpe

Escrito por
Valdélio Muniz producaodiario@svm.com.br
Jornalista
Legenda: Jornalista

Há poucos dias, um amigo compartilhou comigo mensagem que recebeu pelo whatsapp e indagou se seriam confiáveis ou apenas golpe. Disse-me que, recentemente, sua esposa ajuizou processo contra alguém que contratou para construir uma piscina, mas que, após o pagamento, não recebeu o serviço. A mensagem dizia que a ação foi julgada em seu favor e que o valor da condenação estava à sua disposição. Na mensagem, os nomes das partes do “processo” coincidiam. Mas era, sim, golpe.

Havia erro tão grosseiro que comprova que, até para se bancar o esperto, é preciso estudar a área em que pretende ser golpista em vez de apenas subestimar a vítima, apostando que ela seja mais ignorante do que o próprio fraudador. Para parecer convincente, o golpista juntou imagem de uma falsa decisão judicial. O cabeçalho trazia brasão oficial indicando “Tribunal de Justiça do Estado do Ceará”. Mas, no rodapé, aparecia o nome de um renomado juiz federal, identificando-o como Juiz de Direito e trazendo, abaixo, a indicação “Justiça Federal” e sua logomarca.

A “gambiarra”, de cara, já entrega a fraude: afinal, o processo é da Justiça Estadual ou da Federal? O golpista nem sabe que se tratam de ramos diferentes do Judiciário, cada uma com competências próprias. Nem haveria, no caso, qualquer interesse da União para justificar que conflito restrito a cidadãos particulares estivesse a cargo da Justiça Federal.

O caso é apenas um dos vários que, diariamente, abarrotam nossos aplicativos de mensagem e caixas de e-mail. O golpista espalha esse tipo de barbaridade aos montes e, infelizmente, encontra pessoas de muita boa-fé e pouco conhecimento técnico como presas dos seus maus propósitos.

Mas, nem tudo depende de entender o juridiquês. Há muitos casos em que a fraude é perceptível a partir do próprio endereço de e-mail utilizado pelo remetente (geralmente extenso e esquisito). Há também, quase sempre, erro(s) de português que não se justifica(m) em mensagens supostamente advindas de órgãos oficiais.

É preciso muita calma (controle emocional) para descrer de imediato no que possa parecer verdade. Observar detalhes da mensagem, consultar quem melhor entenda do assunto (se for sobre processo, seu próprio advogado ou a vara/tribunal mencionada) e buscar conferir a veracidade diretamente no site oficial do órgão (nunca em links indicados na mensagem). Precaução, sempre!

Valdélio Muniz é jornalista
 

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