Do AVC ao infarto: precisamos falar sobre a hipertensão

26 de abril é Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial, uma data para lembrar que o estilo de vida não-saudável pode custar a vida

Escrito por
Fernando Guanabara Filho producaodiario@svm.com.br
Médico nutrólogo
Legenda: Médico nutrólogo

O número de adultos com diagnóstico de hipertensão no Brasil assusta: pelo menos 30% da população sofre com 'pressão alta', conforme o Ministério da Saúde. Nos homens, a tendência é até 5% maior. E o que pode ser feito para mudar o cenário? Os índices saíram de 22,6% em 2006 a 26,3% em 2021. Infelizmente há expectativa atual do número estar ainda maior. "Quatorze por nove. Dois números e um alerta que podem indicar hipertensão arterial. Mais conhecida como “pressão alta”, a doença crônica atinge mais de 38 milhões de pessoas no Brasil", e não sou eu quem digo. É o próprio Ministério da Saúde que alarma.

Enquanto médico, sei que a necessidade da mudança de hábitos é urgente! 26 de abril é Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial, uma data para lembrar que o estilo de vida não-saudável pode custar a vida. A hipertensão arterial sistêmica é uma condição patológica associada a um processo inflamatório do corpo. Sedentarismo, sobrepeso e obesidade, o sono de má qualidade e ainda o estresse, corroboram para a pessoa ter um corpo inflamado. Isso causa diversas desordens metabólicas. Tontura, falta de ar, palpitações, dor de cabeça frequente e alteração na visão podem ser os sinais de alerta. Maior problema é que a hipertensão geralmente é silenciosa.

Esta condição patológica acaba sendo fator de risco para outras doenças, como infarto, AVC, arritmia, doenças que elevam o risco de morte. Para minimizar os riscos dessas doenças, podemos e devemos melhorar o estilo de vida do paciente. Deixar o paciente mais saudável, desde o controle do peso e o controle do estresse.

É importante ressaltar que alguns alimentos, como embutidos e industrializados têm maior quantidade de sal, sódio. Um paciente hipertenso representa maior custo para a rede terciária de saúde, desde o SUS aos planos de saúde. O custo de um paciente desse, que tende até a precisar de UTI, é altíssimo para o sistema de saúde público e privado.

É uma doença que não tem cura, mas pode e deve ser tratada para não causar complicações. Os hábitos saudáveis se tornam vitais. O momento é de atenção. Vale a pena investir em saúde, em bem-estar, em qualidade de vida.

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