Construção de marcas: Como a personalização pode criar uma conexão mais forte com os consumidores
Escrito por
Anne Brasileiro
producaodiario@svm.com.br

Legenda:
Diretora da Brandmed
A década era 1980. Em uma passagem rotineira até o mercado mais próximo de quaisquer residências, não seria possível encontrar muitas opções de marcas nas prateleiras, rótulos de shampoo, por exemplo, no máximo, duas ou três e geralmente se dividiam entre liso e cacheado, para cabelos oleosos ou secos, era fácil escolher.
Sempre que me deparo com a infinidade de opções de produtos básicos de limpeza, me questiono a possível dificuldade em que o consumidor do gênero masculino possa ter ao se deparar com tantas opções. Hoje é comum nos perdemos entre os mais diversos tipos de marcas, com tecnologias distintas, para os mais variados tipos de cabelo.
O questionamento que você já possa ter feito foi: porque tantas marcas foram criadas, e mais, porque tantas variedades de tecnologias por uma ‘’simples’’ lavagem de cabelo?
A grande escala de desenvolvimento social, o avanço tecnológico, juntamente com a facilidade e acessibilidade que as marcas passaram a ter na divulgação do seu produto, a forma de consumo e até mesmo embates sociais somaram para a explosão de novos negócios.
Diante desse processo, para que o produto não tornasse apenas mais um produto de beleza defasado na prateleira, as marcas precisaram tornar seu produto escolhido nesse imenso oceano vermelho.
Surgem então diferentes logotipos, arquétipos são introduzidos a marcas criando personalidades, marcas passam a tornar-se ‘’seres’’ individuais, afastando-se da extensão legítima de seus idealizadores e passam a ter personalidade própria.
O preço passa a não ser a principal decisão de compra, três entregas muito comuns alguns anos atrás como: qualidade, segurança e tecnologia tornam-se requisitos básicos exigidos pelo consumidor.
Anne Brasileiro é mercadológa e diretora da Brandmed