Computação de borda

Com cada vez mais demanda por alta performance no processamento das informações, as soluções baseadas em arquitetura edge computing surgem para atender a lacunas que as soluções de cloud não conseguem suprir, como a otimização nas taxas de transferências e nos tempos de respostas das aplicações em milissegundos.

A redução significativa da latência que a edge proporciona vai de encontro à procura por processamento em tempo real que as soluções de internet das coisas (IoT) e realidade virtual exigem, por exemplo. Na prática, e na tradução, trata-se de uma computação mais próxima da borda com o objetivo de reduzir o tempo resposta entre aplicação e servidor.

Para tangibilizar os benefícios a sociedade, as empresas que farão uso da edge computing em futuro próximo com a chegada do 5G poderão levar entretenimento, educação, saúde, segurança, produção agrícola e industrial para as metrópoles, campo e até a locais remotos através de comunicações confiáveis de baixa latência.

Combinado à computação de borda, a possibilidade do surgimento de novas tecnologias se amplia exponencialmente. O relatório “5G at the Edge”, publicado pela 5G Americas, para tratar da evolução da nova geração de telefonia móvel, vê essa relação como crucial para as aplicações. Aterrissando nesse horizonte, deixará de ser futurista a cena de um jovem jogando games online com óculos de realidade virtual em um carro autônomo em movimento.

Segundo estudos do Gartner, a expectativa é que até 2025, 75% do total de dados criados pelas empresas serão gerenciados por sistemas dessa arquitetura. Desde agora, cabe às empresas entender as barreiras e os caminhos para entregar uma melhor experiência em computação de borda.

Rodrigo Shimizu
Diretor de Marketing