Autismo: compreensão e inclusão são essenciais

Escrito por
Ana Virginia Aragão Dantas Parente producaodiario@svm.com.br
Ana Virginia Aragão Dantas Parente é psicopedagoga da Faculdade Uninta Fortaleza
Legenda: Ana Virginia Aragão Dantas Parente é psicopedagoga da Faculdade Uninta Fortaleza

Abril é o mês da conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA), uma condição neurológica que afeta a comunicação, a interação social e o comportamento. Estima-se que uma em cada 100 crianças no mundo esteja dentro do espectro, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). No entanto, apesar dos avanços científicos e sociais, muitos desafios ainda existem quando se trata de inclusão e compreensão.

O autismo não é uma doença, mas sim uma forma diferente de perceber e interagir com o mundo. Dentro do espectro, há grande diversidade: algumas pessoas possuem dificuldades severas na comunicação verbal, enquanto outras conseguem falar fluentemente, mas enfrentam desafios na interação social. Questões como hipersensibilidade a sons e texturas, movimentos repetitivos e interesses intensos em temas específicos são comuns.

Um dos maiores obstáculos enfrentados pelas pessoas autistas é a falta de compreensão da sociedade. Muitas vezes, comportamentos típicos do TEA são interpretados como desinteresse ou falta de educação, quando, na verdade, representam maneiras diferentes de lidar com estímulos externos. Isso reforça a necessidade de capacitação de professores, empregadores e da população em geral para garantir ambientes mais acolhedores.

No Brasil, políticas públicas têm avançado, como a Lei 12.764/2012, que institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista. No entanto, ainda há um longo caminho a percorrer para garantir que o direito à educação, ao trabalho e à acessibilidade sejam efetivados.

A inclusão vai além da presença física em escolas e empresas. Ela exige adaptações, respeito às necessidades individuais e, principalmente, a quebra de preconceitos. Construir uma sociedade mais inclusiva significa reconhecer que cada indivíduo tem seu próprio modo de existir e que todas as formas de ser merecem respeito e oportunidades.

Falar sobre autismo é um passo essencial para que essa realidade mude. Informação e empatia são os melhores caminhos para a inclusão.

Ana Virginia Aragão Dantas Parente é psicopedagoga da Faculdade Uninta Fortaleza

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