Arquitetura e urbanização

Cidades como Roma e Egito me fascinam. Duas coisas, em especial, me encantam mais. A primeira é pensar que antes de existirem num espaço físico, elas foram ideias nas mentes das pessoas. A segunda é ver que essas ideias pretendiam materializar algo que proporcionasse mais do que ordem, ou o bom desempenho de algumas funções, ou fluxos cotidianos: elas faziam conexões com algo para além do material.

A dinâmica das cidades também me fascina. Caminhos, natureza e pessoas. Nós, dentro desse contexto, estamos ora usufruindo, ora construindo e modificando. E se, nos sentimos de determinada forma ao entrar numa sala de cor vibrante, ou de cor escura, também nos sentimos bem ou mal, mais felizes ou não, no contato que temos com os fluxos e elementos da cidade. Boa parte desses elementos são prédios altos. Não vejo nisso problema algum; pelo contrário.

Projetar prédios hoje é um desafio. A verticalização pode ser uma solução, pois traz prédios mais esbeltos que ocupam menos área da paisagem urbana. Com isso, deixam espaço para que outros elementos sejam vistos, criando perspectivas mais ricas, na diversidade das cores, nas formas das construções e nas coisas da natureza.

Atingir a viabilidade financeira, respeitar parâmetros das leis urbanísticas, e, claro, desenhar algo belo e que se comunique bem com o entorno são as metas do arquiteto e urbanista quando se dedica a pensar em mais um prédio.

Comunicar bem com o entorno não é apenas estar harmônico com a paisagem urbana na sua forma mais ampla, afinal, os prédios são construídos para as pessoas; e, tenha certeza, devem ser projetados não só para as pessoas que neles vão morar ou ocupar, mas para as pessoas que estão fora dele também.

Mara Costa Garcia 

Arquiteta


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