Alisamento capilar: existe algum malefício?

Escrito por
Mirian Lima producaodiario@svm.com.br
Mirian Lima é proprietária da clínica Mirian Lima, especialista em terapia capilar
Legenda: Mirian Lima é proprietária da clínica Mirian Lima, especialista em terapia capilar
Popularmente conhecido e aplicado no Brasil, o alisamento capilar se concentra no uso de produtos cosméticos químicos que modificam a estrutura dos cabelos de cacheados ou crespos para lisos ou ondulados. Essa artimanha garante a duração desse efeito logo após o enxague.
 
O que poucas pessoas sabem, no entanto, é do que eles são feitos e o que causa no cabelo quando o uso é constante.
 
*Do que eles são feitos?*
 
Os produtos para o alisamento são classificados em alcalinos ou ácidos. Os alcalinos, por exemplo, são divididos em duas classes: os tióis, com ácido tioglicólico e tioglicolato, e os hidróxidos, de sódio, de potássio, de cálcio e a guanidina. Confuso?
 
Todos são, consequentemente, liberados pela ANVISA, que fique claro. O grande problema, contudo, é a grave incompatibilidade entre tioglicolato e hidróxidos, uma vez que o pH muito alcalino de tais substâncias pode resultar em queimaduras no couro cabeludo e na constante quebra dos cabelos. Não menos importante, os fios ficam mais frágeis e extremamente danificados.
 
E os malefícios?
 
O grupo de ácidos é o que se conhece como 'escova progressiva' no Brasil. O formaldeído, ou formol, nesse caso, foi a primeira substância a ser usada com essa finalidade, sendo misturado a produtos que possuem queratina hidrolisada, os aminoácidos.
 
Com o aquecimento promovido pelo secador e pela chapinha, o formol entra em ação e é liberado como gás. E o que acontece? Causa uma reação química entre a queratina hidrolisada/aminoácidos e a queratina do cabelo. Aos desavisados, o uso de formol como produto de alisamento é proibido no país.  
 
Isso se deve ao fato de que é uma substância cancerígena e que representa risco para as pessoas expostas a ele, como os profissionais dos salões de beleza. Reações alérgicas e de irritação na pele, incluindo couro cabeludo com queda de cabelo associada, nos olhos e nas vias respiratórias, com sintomas como falta de ar e tosse, além de intoxicação, que pode, inclusive, levar à morte, são alguns dos vários malefícios.
 
Mirian Lima é proprietária da clínica Mirian Lima, especialista em terapia capilar
Alexandre Rolim
Alexandre Rolim
06 de Março de 2026
Professor aposentado da UFC
Gonzaga Mota
06 de Março de 2026
Renato Dolci é cientista político
Renato Dolci
05 de Março de 2026
Empreendedor
Gustavo Caetano
04 de Março de 2026
Consultor pedagógico
Davi Marreiro
03 de Março de 2026
Felipe Meira Marques é psicólogo
Felipe Meira Marques
01 de Março de 2026
Ana Paula De Raeffray é advogada
Ana Paula De Raeffray
01 de Março de 2026
Williane Pontes é professora
Williane Pontes
28 de Fevereiro de 2026
Professor aposentado da UFC
Gonzaga Mota
27 de Fevereiro de 2026
Tatiana Feitosa é enfermeira
Tatiana Feitosa
27 de Fevereiro de 2026
Lucíola Maria de Aquino Cabral é procuradora do Município de Fortaleza
Lucíola Maria de Aquino Cabral
26 de Fevereiro de 2026