A importância da traumatologia nas UPAs de Fortaleza
Como traumatologista atuante na cidade, tenho acompanhado de perto as necessidades dos pacientes com lesões e traumas musculoesqueléticos. É comum encontrar relatos sobre a dificuldade em encontrar atendimento especializado, principalmente nas Unidades de Pronto Atendimento. O Dia Nacional da Saúde, celebrado em 5 de agosto, nos convida a refletir sobre o acesso à saúde de qualidade para todos. Em Fortaleza, uma questão se destaca: a ausência de traumatologistas nas UPAs. A cidade é uma das poucas capitais do Brasil que ainda não conta com a presença desses profissionais nos equipamentos citados.
Pacientes com fraturas, luxações e outras lesões ortopédicas frequentemente precisam aguardar longos períodos por atendimento em hospitais, o que pode agravar suas condições e gerar sofrimento para eles e suas famílias. A presença de traumatologistas nas UPAs seria fundamental para garantir um atendimento mais rápido e eficiente, evitando complicações e proporcionando maior conforto.
A criação de redes de atenção à saúde, com a integração entre os diferentes níveis de assistência, é fundamental para garantir o acesso da população fortalezense a serviços de qualidade. Além do sofrimento físico causado pelas lesões, a falta de atendimento especializado em traumatologia nas UPAs de Fortaleza impacta negativamente a qualidade de vida dos pacientes. A demora no diagnóstico e início do tratamento pode levar à incapacidade temporária ou permanente, afetando a capacidade de trabalhar, estudar e realizar atividades do dia a dia.
A ausência de um atendimento ágil e eficiente pode gerar sequelas físicas e psicológicas duradouras, gerando um custo social e econômico significativo para a cidade. Como profissionais da saúde, temos o compromisso de buscar soluções que garantam um atendimento de qualidade e humanizado à população. Nesse sentido, é fundamental que os gestores públicos invistam em recursos humanos e materiais para fortalecer as UPAs e oferecer à população fortalezense um acesso mais equânime aos serviços de traumatologia.
Leonardo Drumond é presidente da COOMTOCE