A decisão de ser mãe

No último ano, durante a pandemia, o Brasil viu crescer o número de procedimentos de congelamento de óvulos. Segundo dados da Anvisa, essa procura tem sido uma tendência e mais que dobrou nas clínicas em todo o País, nos últimos cinco anos. Essa alta foi acima dos 70% se comparado ao quinquênio anterior. O mesmo aconteceu em todo o mundo, com altos índices como na Inglaterra, onde a busca pela criopreservação chegou a taxas acima dos 500%. 

Independentemente se os motivos foram causados por uma incerteza do futuro quanto à Covid-19 - hoje, graças ao trabalho incansável de pesquisadores e cientistas já estamos aplicando as primeiras doses da vacina - o que importa na leitura desse cenário é que a mulher se tornou mais confiante e mais segura de si para tomar a decisão de quando será mãe. Vale lembrar que, no que tange ao tema da fertilidade, o nosso corpo, tanto o do homem (não se enganem, meus amigos!) como o da mulher seguem um relógio biológico que não para. Pode até ser que eles sigam tempos diferentes para os dois gêneros, mas o fim dessa corrida chega para todos. 

Nessa perspectiva, mulheres que pretendem adiar o sonho da maternidade podem contar com o apoio da criopreservação dos seus óvulos. Com o procedimento é possível contar com os próprios óvulos mais saudáveis com o avançar do tempo. A técnica dá mais segurança para adiar o sonho da maternidade dos 25 para depois dos 30, ou, até mesmo após os 40 anos, se ela preferir. 

Casos de mulheres que fizeram a coleta dos óvulos antes dos 30 e utilizaram e engravidaram depois dos 40 não são raros, afinal não há data limite quando a criopreservação é bem realizada. É importante lembrar que, mesmo com a coleta dos óvulos saudáveis, é preponderante também ficar atento para a idade, pois também é fator essencial para uma gestação saudável.

Daniel Diógenes

Especialista em Medicina Reprodutiva


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