Turismo ainda abaixo do potencial
O objetivo do estudo é identificar novos potenciais no Estado para atrair um número maior de eventos
O Ceará, com suas belíssimas praias, já é destino consolidado no Brasil entre os turistas que buscam sol e mar. Contudo, como boa parte da movimentação destes visitantes se concentra em alguns períodos do ano, durante a alta estação, é o turismo de negócios e eventos que consegue garantir a sustentabilidade dos 54 elos que compõem a cadeia produtiva do setor. Porém, apesar de vir registrando crescimento, esse tipo de turismo ainda está aquém do potencial que o Estado possui, conforme defendem o empresariado do ramo.
>Pesquisa sobre o fluxo econômico será realizada
O Centro de Eventos do Ceará (CEC), o segundo maior do Brasil, é hoje o principal equipamento para a promoção da atividade no Estado, garantindo a infraestrutura necessária para a realização de eventos nacionais e internacionais em Fortaleza.
Por outro lado, apesar de possuir agenda até 2020, o CEC ainda opera com apenas 60% de sua capacidade total. A ociosidade, de acordo com a presidente da Câmara Setorial de Eventos (CS Eventos), Circe Jane Teles da Ponte, está associada tanto a uma promoção insuficiente do equipamentos como também a problemas ainda existentes em sua funcionalidade.
Captação e promoção
"Precisa ser mais incentivada essa captação e promoção do equipamento. A gente tem que fazer um trabalho estrutural agora, de promoção do destino para o turismo de negócios e eventos, porque não é só o de lazer. A sazonalidade dos hotéis precisa disso, fazer uma ocupação necessária. E isso é muito importante, porque essa cadeia produtiva compõe 54 elos, é transversal a todos os nichos de mercado, como montadores de stands, organizadores de eventos, sonorização, decoração, alimentação, segurança, limpeza, logística, capacitação, entre tantos outros", destaca.
Falhas
Circe Jane aponta, ainda, que algumas coisas no CEC não saíram com a funcionalidade que o setor pretendia. Ela cita o exemplo de que o equipamento não pode receber feiras de máquinas, por não haver cabeamento.
"A câmara setorial faz um trabalho desde 2012 vendo nas normas técnicas do Centro de Eventos quais são as falhas que tem lá. Entregamos, à época, ao Bismarck (Maia, ex-titular da Secretaria de Turismo do Estado - Setur), para corrigir. Alguma coisa começou a mudar. Agora, o secretário Arialdo (Pinho, atual titular da Setur) passou a ter conhecimento disso e já começou a alterar algumas coisas, inclusive licitação do estacionamento, parte de limpeza e segurança que era diferente, algumas coisas que já estão sendo vistas", informa Circe Jane.
Ela também destaca a falta de um auditório de grande porte no Centro de Eventos. "Toda vez que a gente precisa fazer um grande congresso, tem que promover um palco, colocar divisórias, e isso é um custo que onera a promoção de evento. Éramos para ter um grande auditório para receber esses grandes congressos. Infelizmente, não pensaram nisso lá, apesar de uma pesquisa da PriceWaterhouseCoopers, ainda em 2008, ter mostrado que o nosso eixo é muito mais congresso que feiras", diz.
Solução
A presidente da CS Eventos informa estão sendo pensadas as possibilidades de solução para esse problema junto à titular da Secretaria do Desenvolvimento Econômico (SDE), Nicolle Barbosa. "A gente está vendo orçamento de quanto seria para adaptar dentro do Centro de Eventos ou outra alternativa que pudesse chegar a um acordo com o governo atual. Também tem a ideia de o auditório ser no Centro de Convenções e ser interligado", adianta Circe Jane. (SS)