Pix não foi suspenso: entenda por que o sistema apresentou falhas recentemente

O Banco Central desmentiu boatos de interrupção do serviço após instabilidades técnicas e ataque hacker.

Escrito por
Redação producaodiario@svm.com.br
Foto de uma pessoa utilizando o sistema Pix.
Legenda: Problemas foram identificados por usuários nesta terça-feira (25).
Foto: Bruno Peres/Agência Brasil.

Usuários do Pix relataram na terça-feira (24) dificuldades para realizar transferências, o que gerou uma onda de boatos nas redes sociais sobre uma suposta suspensão do sistema em todo o país. 

No entanto, o Banco Central (BC) do Brasil esclareceu que o Pix nunca foi suspenso e que o sistema segue operando normalmente.

O que causou a instabilidade?

Na terça-feira, o sistema de pagamentos apresentou falhas técnicas pontuais. O pico de reclamações ocorreu por volta das 12h07, com o registro de 652 notificações de erro.

De acordo com os órgãos responsáveis, as operações foram estabilizadas por volta das 13h do mesmo dia.

Essas falhas geralmente ocorrem devido a intervenções nos sistemas operacionais dos próprios bancos ou da plataforma do Pix, o que impede momentaneamente o funcionamento pleno da ferramenta. 

Normalmente, quando o sistema apresenta instabilidade, as transações não são concluídas e o dinheiro permanece na conta do usuário, garantindo a segurança da operação.

Veja também

Relação com ataque hacker e Fake News

Os boatos sobre a suspensão ganharam força após um ataque hacker ao banco BTG Pactual no último domingo (22).

Como medida preventiva, a instituição suspendeu temporariamente suas operações após o incidente, que gerou um desvio estimado em R$ 100 milhões.

A coincidência entre o ataque ao banco e as falhas técnicas no sistema do BC na terça-feira impulsionou a disseminação de notícias falsas.

O BTG informou que o serviço foi restabelecido na segunda-feira e que não houve vazamento de dados sensíveis de clientes.

Posicionamento do Banco Central

Como noticiou o InfoMoney, o BC reforçou, por meio de nota, a confiabilidade da plataforma, afirmando que o Pix é um sistema "robusto, seguro e em constante evolução" que jamais sofreu interrupção total.

Atualmente, o Pix é o meio de pagamento mais popular do país, com mais de 161 milhões de pessoas físicas cadastradas.

Dados indicam que, somente em janeiro de 2026, a ferramenta movimentou R$ 3,1 trilhões em mais de 7 bilhões de transações. 

O BC também lembrou que novas regras de segurança entraram em vigor em fevereiro para ampliar o rastreamento e o bloqueio de valores em caso de suspeita de fraude.

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