Exclusivo! Marquise construirá píer exclusivo para Eneva em Pecém

Nele, atracará e operará a usina flutuante de regaseificação que fornecerá gás à termelétrica a ser implantada, também pela Eneva, no Complexo do Pecém

Escrito por
Egídio Serpa egidio.serpa@svm.com.br
(Atualizado às 18:01)
Legenda: Chamar-se-á Píer Zero o que a Marquise Infraestrutura construirá para uso exclusivo da Eneva no Porto do Pecém
Foto: Divulgação
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Atenção! A Marquise Infraestrutura acaba de vencer uma concorrência acirrada aberta pela Eneva, uma das maiores companhias do setor energético brasileiro, para a construção de um Terminal de Regaseificação de Gás Natural Liquefeito (GNL) no Complexo Industrial e Portuário do Pecém.  

O projeto prevê a implantação de um píer exclusivo para atracação e operação de uma unidade flutuante de regaseificação, estrutura estratégica para a expansão do gás natural no Nordeste e para o avanço da transição energética no país.  

O certame reuniu grandes players nacionais do setor de infraestrutura pesada e consolida a presença da Marquise Infraestrutura em um dos investimentos mais relevantes da nova matriz energética brasileira.  

Além da construção do píer, a Marquise será responsável pela montagem eletromecânica, interligação do gasoduto e comissionamento da operação. Trata-se de uma obra de alta complexidade técnica, executada em prazo reduzido, com operação predominantemente em regime de 24 horas por dia e uso de tecnologia avançada para atender às exigências operacionais do terminal.  

O empreendimento integra um movimento mais amplo de transformação do Pecém em um hub energético e logístico de alcance nacional, impulsionado após a Eneva vencer o leilão de capacidade de reserva promovido em março passado pelo Ministério de Minas e Energia.  

A unidade flutuante de regaseificação terá capacidade de até 14 milhões de m³ por dia e viabilizará o desenvolvimento do Hub Ceará, que deverá abastecer as usinas termelétricas Jandaia II e Jandaia III, ambas da Eneva. Juntas, elas somam 1.199,4 MW de capacidade instalada, e, também, foram contratadas no leilão do último mês de março, com fornecimento previsto por 15 anos a partir de agosto de 2029. 

O valor da licitação vencida pela Marquise Infraestrutura não foi revelado. 

“O Porto do Pecém faz parte da trajetória e do DNA da Marquise Infraestrutura. Participamos da expansão desse complexo logístico ao longo dos anos e acumulamos um conhecimento técnico e operacional profundo de toda a área. Vencer uma disputa dessa magnitude representa não apenas o reconhecimento da capacidade da nossa engenharia, mas também a satisfação de contribuir diretamente para o desenvolvimento estratégico do Ceará e do país”, afirma Renan Carvalho, diretor da Marquise Infraestrutura.  

Hoje, a empresa, que integra o Grupo Marquise, já executa também 85% das obras de infraestrutura da Ferrovia Transnordestina – maior projeto do setor em execução no Brasil, um corredor logístico integrado à dinâmica portuária e energética do Pecém, ampliando a eficiência no transporte de cargas, insumos e combustíveis estratégicos. 

O investimento previsto na construção do terminal de Regaseificação e da própria termelétrica é estimado em R$ 6,5 bilhões. As duas obras serão iniciadas ainda neste primeiro semestre.  

A Eneva concluiu a venda de sua usina termelétrica a carvão, a Pecém II, para a Diamante Energia, e agora focará, exclusivamente, no seu Projeto Jandaia, que prevê a expansão a gás natural na região do Pecém. 

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