Em meio ao período de férias escolares, a Enel Ceará aponta para um aumento nas ocorrências envolvendo pipas na rede elétrica. Em 2024, ao todo, mais de 206 mil unidades consumidoras ficaram sem energia devido à prática. O maior número de interrupções aconteceu em julho, com 127 registros e 64,7 mil clientes afetados, quando os ventos mais fortes também favorecem o uso de pipas.
Ao todo, foram 303 ocorrências entre janeiro e dezembro do ano passado. Outro pico importante foi em outubro, com 66 casos e mais de 106,8 mil unidades consumidoras impactadas. Já em 2025, até o mês de maio, a distribuidora contabilizou 41 ocorrências, atingindo cerca de 22,8 mil clientes.
Além dos prejuízos no fornecimento de energia, a prática de soltar pipa próximo à rede elétrica pode causar:
- Curtos-circuitos;
- Danos à fiação;
- Choques elétricos graves.
Em nota, a Enel reforçou que as linhas podem representar perigo principalmente quando há uso de cerol ou material metálico. Por isso, os pais e responsáveis devem orientar as crianças a realizarem a brincadeira de modo seguro, longe da fiação elétrica.
Caso seja registrado algum problema à fiação, os funcionários da Enel são mobilizados para realizar reparos e restabelecer o serviço.
Veja como prevenir
Para evitar ocorrências desse tipo, é possível adotar algumas medidas, como:
- Evitar soltar pipas perto da rede elétrica;
- Optar por brincar em espaços abertos e afastados de fiações, como parques e campos de futebol;
- Não tentar resgatar a pipa caso ela se enrosque na rede elétrica, em postes ou antenas (chamar os técnicos da distribuidora);
- Não utilizar materiais metálicos para confeccionar a pipa, como alumínio, pois eles conduzem eletricidade e aumentam o risco de choque;
- Não utilizar “rabiolas”, já que elas se enroscam facilmente nos fios elétricos e podem provocar curtos-circuitos;
- Nunca soltar pipas na chuva. A linha pode funcionar como para-raios, conduzindo eletricidade e causando acidentes graves.
Além disso, a Enel ainda reforçou que o uso de cerol (mistura de cola com vidro) corta os fios da rede elétrica e aumenta o risco de choques por rompimento de cabos. Já a linha chilena, ainda mais cortante que o cerol, representa alto risco para pedestres, motociclistas e para a rede elétrica.