Impostos: mais de R$ 17,3 bi foram pagos no Estado
De acordo com dados do Impostômetro, os brasileiros já pagaram mais de R$ 1 trilhão em tributos
Os cearenses já pagaram mais de R$ 17,3 bilhões em impostos, apenas entre 1º de janeiro e 16 de junho deste ano. O número foi calculado pelo Impostômetro, ferramenta online mantida pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP) em parceria com a Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), Federação do Comércio de Bens e de Serviços do Estado do Rio Grande do Sul (Fecomércio-RS) e Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT). A medição foi auferida na noite dessa sexta-feira (16).
Fortaleza foi responsável por R$ 834,1 milhões arrecadados neste intervalo. Caucaia, na Região Metropolitana, somou R$ 29,2 milhões. Maracanaú, R$ 39,1 milhões.
Juazeiro do Norte contabilizou R$ 30,8 milhões e Sobral arrecadou R$ 22,5 milhões. São Gonçalo do Amarante, região que engloba o Complexo Industrial e Portuário do Pecém, somou R$ 64,8 milhões.
O valor arrecadado no Estado do Ceará representa 1,74% do total do País. O Brasil, de acordo com o Impostômetro, já soma mais de R$ 1 trilhão obtidos através dos mais variados impostos durante o período.
Mais cedo
Em 2016, o montante de R$ 1 trilhão foi alcançado em 5 de julho. O presidente da Associação Comercial de São Paulo, Alencar Burti, explica que a arrecadação aumenta quando há crescimento econômico e elevação de impostos no País.
"Já que nossa economia não está crescendo, essa diferença de 19 dias reflete aumentos e correções feitos em impostos e isenções, além da obtenção de receitas extraordinárias como o Refis (parcelamento de débitos tributários). Reflete também a inflação, que, apesar de ter caído, segue em patamar alto", analisou o representante.
Para Burti, a tendência é que o Brasil siga ampliando essa margem de arrecadação nos próximos meses, baseado na expectativa positiva em torno da retomada da economia. "No segundo semestre, espera-se elevação da arrecadação em função da melhora da atividade econômica".
O presidente da ACSP esclarece ainda que, embora a arrecadação federal tenha caído em termos reais, é o número nominal (sem descontar a inflação), o mesmo medido pelo Impostômetro, que deve ser analisado pelos contribuintes.
"Nosso painel não mede apenas tributos federais. Também entram na conta os estaduais e municipais. O que temos que observar são os valores nominais, porque os gastos são todos nominais", apontou.
Neste caso, o IBI (municipal), com R$ 5,7 bilhões e o ICMS (estadual), com R$ 201 bilhões são os grandes arrecadadores no País. A nível federal, o Imposto de Renda soma R$ 168,3 bilhões. A Previdência federal arrecadou R$ 190, 5 bilhões.
Segundo o Impostômetro, o brasileiro precisou em 2017 trabalhar 153 dias para contribuir com as taxas impostas no País. Em 2010, foram 148 dias.