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Hub no CE requer píer e expansão de Aeroporto

A capacidade de pousos e decolagens atual do aeroporto de Fortaleza é de 27 voos horários. O de Recife é de 29

Escrito por
Carlos Eugênio - Repórter producaodiario@svm.com.br
Legenda: A partir de 2018, o hub movimentará dois milhões de passageiros adicionais por ano
Foto: Foto: Bruno Gomes

A instalação do centro de conexões de voos (hub) da TAM em Fortaleza passa necessariamente pela expansão orgânica do Aeroporto Internacional Pinto Martins, pelo aumento da área de terminal de passageiros - cuja capacidade de atendimento já está esgotada há vários anos, para o fluxo atual de viajantes -, construção de um píer em continuidade ao terminal atual e pela elevação da capacidade de pousos e decolagens da pista, dos atuais 27 movimentos por hora, para o padrão internacional de 40 movimentos por hora, o que exigirá melhorias sistêmicas e de procedimentos operacionais.

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As recomendações são da Arup Consultoria, empresa contratada pelo Grupo Latam para apontar os requisitos técnicos da infraestrutura aeroportuária mínima necessária para a instalação do hub da TAM, na Capital cearense. O relatório, que aponta ainda as exigências e reformas necessárias para os terminais aeroportuários de Pernambuco e Rio Grande do Norte, que também disputam o equipamento, foi apresentado no início da tarde de ontem, por técnicos da Arup Consultoria, para secretários dos três estados envolvidos e para autoridades da Secretaria de Aviação Civil (SAC) e da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), em Brasília.

Modelos semelhantes

Na oportunidade, foram expostos três modelos diferentes para as cidades de Fortaleza, Recife e Natal. Para o aeroporto da capital Pernambucana, a exigência estrutural apontada pela Arup é a construção de um novo terminal ao lado da pista que fica oposto ao terminal atual, o que, segundo os auditores, vai requerer a liberação da área hoje ocupada pela base aérea militar.

Com apenas 29 movimentos de pousos e decolagens, por hora, dois a mais que o Pinto Martins, o aeroporto dos Guararapes, em Recife, também terá que ampliar sua capacidade de movimentos para 40, por hora. Segundo a Infraero, essa é capacidade atual do Aeroporto Galeão, no Rio de Janeiro, que opera com duas pistas de pouso, tem várias pistas de taxiamento e pátios para aeronaves bem maiores do que os três do Nordeste.

Para Natal, a recomendação da consultoria é seguir com a ampliação já prevista no Plano Diretor (Master Plan) do aeroporto, executando a expansão orgânica do terminal existente, com aumento da área de terminal e construção de um píer em continuidade ao terminal atual. Da mesma forma, a Arup sugeriu que a capacidade de pouso e decolagens também seja ampliada para 40 procedimentos.

Conclusões iniciais

Uma das conclusões iniciais apontada nos estudos da Arup é que os atuais aeroportos das três cidades em disputa foram concebidos para operações ponto a ponto, sem as características de um hub e, portanto, precisariam de adaptações para receber um centro de conexões de voos com as características desejadas pelo Grupo Latam.

De acordo com os dados do estudo, foi estimado que o hub movimente, a partir de 2018, 2 milhões de passageiros adicionais por ano, com 24 aeronaves operando diariamente em simultâneo e fluxo entre 2.500 e 3.000 passageiros na hora-pico.

Ainda conforme o relatório, com base nas projeções de demanda, a capacidade declarada das pistas existentes é capaz de atender à procura prevista para o hub do Grupo Latam até 2038, ano em que o número de passageiros deverá chegar a 3,2 milhões, em 36 aeronaves operadas diariamente e em simultâneo, com fluxo de mais de 4.000 passageiros na hora-pico.

Avaliações

"Cada um dos aeroportos candidatos no Nordeste estará bem posicionado para acomodar os objetivos do hub do Grupo Latam, se os investimentos recomendados forem realizados na expansão e na adaptação da infraestrutura para o centro de conexões", afirmou Susan Baer, líder de Aviação para as Américas, da Arup.

"O estudo da Arup dá suporte a um dos três critérios de decisão estabelecidos pelo Grupo Latam para a implantação do hub, que é a qualidade da infraestrutura aeroportuária, e também está conectado com os outros dois critérios, que são a experiência do cliente e a competitividade em custos", declarou Claudia Sender, presidente da TAM S/A.

"Os gargalos apresentados de Fortaleza são completamente factíveis e plenamente viáveis de se resolver. O Estado do Ceará se comprometeu a adotar todas as medidas necessárias junto à SAC para que sejam incluídos no plano de concessão do terminal aeroportuário, já em estudo, e garantir que todos sejam resolvidos, fazendo com que Fortaleza continue como a cidade mais indicada para a instalação do hub", avaliou o secretário de Infraestrutura, André Facó.

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