Estado ganhou 5.664 novas empresas no 1º semestre
Com um ambiente econômico que dá sinais de recuperação, mas ainda muito instável, o ritmo de fechamento de empresas continua caindo no Estado - por outro lado, muitos cearenses deixaram de apostar na criação de novos negócios nesse período. Enquanto o número de extinções de empresas caiu para quase um terço no primeiro semestre deste ano ante igual intervalo de 2016, a criação de novos negócios caiu para pouco mais de um quinto.
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Segunda a Junta Comercial do Estado do Ceará (Jucec), no primeiro semestre foram constituídas 5.664 novas empresas no Estado, o que, mesmo sendo 24,8% superior ao número de fechamentos, representa um quinto da quantidade de novos negócios criados entre janeiro e junho de 2016. Naquele período, segundo a Jucec, haviam sido abertas 30.328 novas empresas, o que representava um crescimento de 4,34% ante o primeiro semestre de 2015.
Segundo a Jucec, foram encerradas 4.535 empresas de pequeno, médio e grande porte no Estado (com exceção dos Microempreendedores Individuais - MEI) de janeiro a junho deste ano. No entanto, no primeiro semestre foram constituídas 5.664 novas empresas no Estado, o que, mesmo sendo 24,8% superior ao número de fechamentos, representa um quinto da quantidade de novos negócios criados entre janeiro e junho de 2016. Naquele período, haviam sido abertas 30.328 novas empresas, o que representava um crescimento de 4,34% ante o primeiro semestre de 2015.
De acordo com o economista Alex Araújo, os números refletem a dificuldade do cenário econômico cearense e brasileiro. "Como ainda não está valendo a pena fazer investimentos, novas empresas não abrem. Por outro lado, aqueles que já sobreviveram dois, três anos de crise têm mais probabilidade de sobreviver agora, que se espera uma dinâmica maior da economia", afirma o economista.
MEIs
Com relação aos MEIs, que são inscritos por meio do Portal do Empreendedor, os dados da Jucec levam em conta apenas os pedidos realizados nos quatro primeiros meses do ano, uma vez que os de abril e maio ainda não foram repassados ao órgão pela Secretaria Especial de Micro e Pequena Empresa. Foram 16.771 pedidos de abertura entre janeiro e junho no Ceará, mais que o dobro dos 6.068 fechamentos realizados em igual período de comparação.
Na avaliação do economista, o grande número de pedidos de abertura mostra o empreendedorismo como uma alternativa encontrada por quem não consegue adentrar o mercado. "O MEI acaba sendo uma alternativa de ocupação, e a simplificação tributária que foi realizada fez com que muita gente que trabalhava por conta própria se formalizasse", pontua. Em junho, existiam no Ceará 221.004 MEIs.
Ambiente mais favorável
Em termos de perspectiva, Araújo avalia que o País já atingiu o fundo do poço e que se espera melhores resultados no segundo semestre em diante. "O ambiente vai estar mais favorável no Estado, inclusive com o surgimento de negócios em torno das concessões, além de que a terceirização vai abrir um espaço muito grande para o surgimento de novas empresas. Agora, esses efeitos devem se dar lentamente", avalia.