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Construtoras de SP negociam obra com a Fraport

Passarelli e Método Engenharia já teriam se reunido com a concessionária do Aeroporto de Fortaleza

Escrito por
Armando de Oliveira Lima - Repórter producaodiario@svm.com.br
Legenda: As duas empresas podem atuar na reforma, segundo fontes. Sendo na condução da revitalização do Aeroporto ou mesmo em uma obra específica
Foto: Foto:José Leomar

A totalidade ou parte das obras que a Fraport Brasil irá executar no Aeroporto Internacional Pinto Martins devem ficar a cargo da Método Engenharia ou da construtora Passarelli, segundo revelaram fontes do setor aéreo e também da construção civil. Sediadas em São Paulo, as empresas ainda precisam aguardar a decisão de uma análise técnica para saber se vão ou não aproveitar as edificações inacabadas do antigo projeto de ampliação do Aeroporto.

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"Ainda não houve uma decisão e estamos fazendo um levantamento das fundações", afirmou a CEO da empresa, Andreea Pal, na última segunda-feira (23), em sua primeira visita à Capital cearense. Mesmo com as intervenções definidas no contrato de concessão, a executiva optou por não dar detalhes sobre como deve tocá-las.

No Ceará, o que se fala entre alguns profissionais do setor, é que a Método Engenharia e a Passarelli estariam tendo reuniões com os representantes da empresa alemã e, inclusive, trabalhando em um pré-projeto da revitalização do Pinto Martins a pelo menos dois meses.

Consultada, a Método Engenharia informou à reportagem que "ainda não pode comentar o assunto neste momento" e evitou confirmar ou não a informação se assumirá obras no Aeroporto de Fortaleza.

Já um diretor da Passarelli em Fortaleza afirmou, na noite de ontem, que só a sede da empresa, em São Paulo, poderia falar sobre o assunto. Porém, a reportagem não conseguiu contato com a empresa até o fechamento desta edição.

Mas a negociação e as reuniões, como observou um fonte, não são garantia para fechar o contrato com a concessionária. No entanto, a definição deve sair o quanto antes, pois a data de início prevista no pré-projeto trabalhado pela Passarelli prevê a execução das obras no Aeroporto para início de 2018. "Os próximos dois meses serão só de préprojeto", revela a fonte.

'Bem conceituadas'

Sobre a impressão das empresas nos mercados da construção civil e aéreo nacionais, as fontes classificaram ambas as construtora como "bem conceituadas" e com histórico de obras em grandes empreendimentos e infraestrutura no currículo.

No site da Método, além de diversos edifícios em vários estados do Brasil, destaca-se o Centro de Manutenção de Aeronaves da companhia aérea Gol, em Confins. Composta por dois hangares e anexos administrativos, como descreve a Método, a área construída totaliza 47.387 metros quadrados (m²), e ainda "foi realizada a coordenação dos projetos executivos, automação e ar-condicionado".

Também ligado ao setor aéreo está a construção de um hotel de aproximadamente 300 leitos no Complexo Bossa Nova Mall - o primeiro centro de lojas e operações de alimentação do País ligado a um hotel, um business center e um centro de convenções, todos interligados ao Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro. Já quando o assunto é infraestrutura, a Método Engenharia tem alguns contratos com a Petrobras para a prestação de serviços.

No currículo da Passarelli, encontra-se, aqui no Ceará, a adutora Gavião-Pecém, mas a empresa atua em muitos outros estados com grandes obras, a exemplo do metrô Capão Redondo (SP), Refinaria Presidente Getúlio Vargas (PR) e a Barragem São João (RS).

Herança da Infraero

Toda a expertise da Método Engenharia quanto da Passarelli expressa confiança caso uma das empresa ou mesmo as duas assumam parte das obras do Aeroporto de Fortaleza ou mesmo conduzam a revitalização do equipamento, após a frustração vivida tanto pelo setor produtivo local quanto pela população cearense devido ao desastre que foi o contrato de ampliação do terminal.

O processo conduzido pela Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), que administrava sozinha o Aeroporto, objetivava proporcionar mais infraestrutura ao equipamento antes do Mundial de Futebol de 2014, mas culminou em um plano fracassado após o consórcio de empresas que assumiu as obras ter o contrato rescindido e abandonar o canteiro ainda em 2014.

Em 30 meses de trabalho, apenas 15,6% do projeto de ampliação foi feitos. Os recursos para a construção somavam R$ 336 milhões, e até o Ministério Público interveio na questão.

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