Competitividade a exportador do CE
A diminuição do tempo de viagens dos grandes cargueiros entre Ásia e Brasil gera oportunidades para o comércio exterior brasileiro em geral, e para o cearense, em particular. Entre as possibilidades de negócios para o Estado, estão os setores exportadores de frutas, granito, calçados e de minério de ferro. Com a nova rota, os melões cearenses, por exemplo, poderão chegar à China em 30 dias, 10 a menos do que pela rota atual, que sai do Porto de Santos, passando pelo Cabo da Boa Esperança, no sul da África.]
>Capacidade ampliada habilita a ser hub port
Para as frutas, que já contam boa participação no mercado asiático, em particular o do Japão, a redução da viagem é ainda mais importante, por serem perecíveis. "Para nós, as frutas seriam o grande produto para exportação", diz Danilo Serpa. Em 2015, as exportações de melão renderam US$ 154,3 milhões ao Brasil. E para 2016, a expectativa da Abrafrutas é alcançar US$ 850 milhões, chegando na marca de US$ 1 bilhão em exportações até 2018.
"Muito se fala no hub do aeroporto, mas esse hub do Porto do Pecém é uma realidade. E os benefícios serão imediatos, pois as empresas já estão se antecipando", diz o empresário Luciano Cavalcante, que investe em um complexo imobiliário na região, a Cidade Cauype. "Independentemente de crise, lá é a região que mais vai crescer no Ceará, e as pessoas terão de morar lá".
De acordo com um plano de negócios elaborado pela Cearáportos, em parceria com o Porto de Rotterdam, da Holanda, a expectativa é de que em 2030 o Porto do Pecém movimente 54 milhões de toneladas por ano. Podendo chegar a 70 milhões de toneladas, num cenário otimista e 40 milhões de toneladas num cenário pessimista. "Esse fluxo leva em consideração também uma séria de outros investimentos, como o parque de tancagem, e a operação da (ferrovia) Transnordestina, prevista para começar no segundo semestre de 2018", diz Serpa. (BC)