Motoristas e cobradores de ônibus decretam estado de greve em Fortaleza e Região Metropolitana

Categoria bloqueou trecho da Avenida Tristão Gonçalves na manhã deste sábado (29) e rejeitou propostas patronais

Escrito por Redação,

Metro
Assembleia dos motoristas
Legenda: Categoria rejeitou propostas patronais da atual campanha salarial
Foto: Halisson Ferreira

Motoristas e cobradores de ônibus bloquearam um trecho da Avenida Tristão Gonçalves, no Centro de Fortaleza, na manhã deste sábado (29). O movimento aconteceu durante assembleia sobre a campanha salarial que aprovou estado de greve da categoria.

Uma nova reunião geral foi marcada para a próxima quinta-feira (3), quando os profissionais deverão votar se entram ou não em greve. Se aprovada, a paralisação tem início após 72 horas. 

Na reunião, os profissionais rejeitaram as propostas patronais e segundo Domingos Neto, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado do Ceará (Sintro-CE), a principal reivindicação é o reajuste salarial, que não acontece desde o ano passado.

"Estamos agora querendo o reajuste de 2020 e 2021. Vamos chamar outra assembleia para quinta-feira, e se for preciso vai sim ser decretado greve no transporte coletivo de fortaleza e Região Metropolitana", diz. 

Pautas da categoria

Os trabalhadores pedem ajuste de 3% referente ao ano de 2020 e de 9% para 2021, além de cesta básica no valor de R$ 180 e vale-refeição de R$ 18,54. 

As negociações, no entanto, foram encerradas, segundo Domingos. "As propostas não atendem nem as perdas salariais da nossa categoria. Foi proposto apenas 2,46% de  reajuste em 2020, R$ 5 de aumento no valor da cesta básica, nada no vale e querem colocar a negociação de 2021 para o próximo ano", conta. 

O trânsito no local ficou complicado por cerca de meia hora, mas por volta das 10h20, o fluxo foi liberado a pedido da Polícia Militar. 

Repúdio

Em nota, o Sindiônibus disse que não foi comunicado sobre paralisação do sistema de transporte urbano e, caso seja notificado, tomará as medidas necessárias. " A entidade destaca que não conhece nenhum instrumento que estabeleça o termo “estado de greve”, e que o transporte público se configura como serviço essencial. Por isso, greves devem ser obrigatoriamente informadas ao Sindiônibus, as autoridades e a população com no mínimo 72 horas de antecedência.", diz a entidade. 

"O Sindiônibus repudia qualquer ato que prejudique a circulação dos ônibus e impeça o deslocamento da população e reitera que está sempre aberto ao diálogo. A entidade acredita que as pautas devem ser tratadas sob negociação, sem prejuízo ao fornecimento do serviço de transporte", finaliza.