Jogador do Real Madrid, Rüdiger acusou Gustavo Cabral, do Pachuca, de injúria racial na reta final da partida entre as equipes, no Mundial de Clubes, neste domingo (22). A Fifa tem tido dificuldade para concluir a investigação do suposto caso de racismo. A informação é do jornal espanhol Marca.
O árbitro Ramon Abatti Abel não presenciou a cena, mas recebeu a reclamação do jogador do time merengue e registrou o caso em súmula. Após ler o documento e analisar o incidente, a entidade maior do futebol mundial afirmou ser difícil determinar se houve ofensa racista durante a discussão entre os atletas.
Ainda de acordo com a entidade, o embate entre os atletas é um empecilho para uma conclusão mais precisa. Sem nenhum flagrante de imagem, a Fifa tem os relatos dos dois atletas e a descrição do evento. O jogador do Real Madrid afirma ser vítima, já o outro se defende das acusações.
Mesmo sabendo que uma punição não possa ser aplicada, a Fifa compreende que o protocolo de racismo foi seguido da forma correta. Logo após o relato do jogador alemão, o árbitro Ramon Abatti Abel ativou o protocolo de injúria racial ao fazer um 'x' com os braços para que as demais autoridades da partida estivessem cientes.
Se torcedores praticaram atos racistas, a punição ao clube pode ser de até cinco milhões de euros (R$31,6 milhões), dedução de pontos ou até exclusão da competição. Se envolver jogador ou treinador, a punição pode ser de dez partidas ou período de tempo.