Bruno Pacheco entra na justiça contra o Fortaleza por atraso de pagamentos e pede rescisão indireta
Um dos advogador do jogador detalha ação movida contra o clube cearense
O lateral-esquerdo Bruno Pacheco acionou o Fortaleza na Justiça do Trabalho alegando atraso de pagamentos e solicitando rescisão indireta do seu contrato. Ele tem contrato com o clube até o fim de 2026, mas pediu a rescisão indireta, cobrando um valor de R$ 5.914.280,59.
Pacheco alega atraso nos pagamentos de: salários (novembro e dezembro de 2025), auxílio moradia (novembro e dezembro de 2025), direitos de imagem (novembro e dezembro de 2025), luvas (setembro a dezembro de 2025), 13º salário de 2025, abono das férias de 2023/2024 (15 dias), férias integrais de 2024/2025, FGTS de dezembro de 2025 e multa de 40% do FGTS.
Um dos advogados de Bruno Pacheco, Filipe Rino, detalhou o que o Fortaleza deve ao jogador em entrevista ao Diário do Nordeste.
"A situação é muito simples. Todos estes atrasos que já são de conhecimento de vocês. São quatro meses de luvas, dois meses de salário, 13º salário, férias, dois meses de imagem... A lei é bem clara, com dois meses de atraso, e não mais 3 meses como era na Lei Pelé, possibilita a rescisão indireta", explicou.
Sem acordo
Filipe explica também que o jogador tentou uma rescisão de contrato amigável com o Fortaleza, mas o clube não aceitou, ainda cobrando uma multa para que a rescisão ocorresse.
"Antes de entrar com a ação, ele tentou de todas as formas resolver de forma amigável com o clube, para que pudessem rescindir o contrato amigavelmente, em comum acordo, mas o clube não aceitou, não concordou com a rescisão, exigia pagamento de multas em benefício do clube, porém, havia todo este atraso. então, esgotadas todas as tentativas de rescisão amigável, Ele não teve alternativa, se não, socorrer-se a justiça".
O advogado do jogador esclareceu também que Pacheco não está mais treinando no clube, mas que o Fortaleza pode ainda procurá-los para resolver amigavelmente a situação.