Bate-papo com os Craques: Terror Finazzi! O artilheiro que largou a faculdade para jogar futebol

Atacante histórico do Fortaleza largou a faculdade de Engenharia Civil seguir o sonho de jogar bola

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Legenda: Finazzi teve quatro passagens pelo Fortaleza: entre 2001 e 2002, 2003, 2006 e 2010
Foto: Kiko Silva

Idas e vindas. Foi um ciclo de cinco passagens que se misturaram entre glórias, acessos e frustrações. Um pequeno trecho cantado pelo ex-centroavante Alexandre Silveira Finazzi entrega a forte ligação com Fortaleza. Em entrevista ao Bate-papo com os Craques, o ex-atacante reviveu emoções.

"Três músicas e algumas versões! Teve a musiquinha que fala de mim, do Clodoaldo e do Vinícius. Era assim: 'Olha o Clodoaldo no ataque, tocando pro Vinícius, que é um cara sangue bão! Cuidado, chegou o terror Finazzi, toda vez que invade a área, deixa o zagueiro no chão!'. Além do trechinho, que finaliza em 'Terror Finazzi', né", canta e relembra.
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Ex-atacante do Fortaleza

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A memória ainda é viva na mente do artilheiro, protagonista de outra grande dupla que foi formada no Fortaleza ao lado de Vinícius "Maravilha". O nome Finazzi não é em referência a ser finalizador ou algo semelhante. É o sobrenome dele mesmo e que tem uma história curiosa: largou a faculdade para os gramados de futebol.

"Eu tenho uma carreira atípica, bem diferente da maioria das pessoas. Sempre fui apaixonado por futebol, jogava na escola, amador e tudo mais. Eu comecei jogando profissional no Palmeiras da Boa Vista de São Paulo, fiz gols e me destaquei. Então fui levado para o juniores do Guarani, ali no início da década de 90, mas a minha disputa era "só" com Amoroso e Luizão. Joguei pouco e larguei o futebol para fazer Engenharia Civil, fiz quatro anos. Durante esse período, jogava na faculdade e era amador. Fiz um teste no São Paulo, larguei a faculdade, fui dispensado quatro meses depois, por ter muita gente na época. Rodei dois anos e quase tava desistindo, até que estourei no Goiânia em 99", relembrou Finazzi.

As torres gêmeas

Um dos momentos mais marcantes do clube é o acesso em 2002, com o vice-campeonato Brasileiro da Série B. E, na época, o artilheiro protagonizou parcerias, com Clodoaldo e, principalmente, Vinícius. A dupla ficou conhecida como "as torres gêmeas" em 2002, no vice da Série B e também, em 2003, na primeira divisão.

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Legenda: Ex-atacante Tricolor fez parcerias com Clodoado e Vinícius
Foto: Tuno Vieira

"Tô lembrando da estreia em 2003. Estava voltando do Japão. Ganhamos do Inter 3x0 no Castelão, fiz dois gols e um deles, saída errada do Clemer, então ele rolou para fazer o gol. Tínhamos muito entrosamento e parceria. O 2002 comprovou isso, no acesso. Não conquistamos o título em Criciúma, que tinha um grande time, pela arbitragem. O Paulo César Oliveira deixou o jogo correr demais, gramado molhado e perdeu controle do jogo. Lembro que na minha contratação, eu pensei 'Pô, os caras têm Vinícius artilheiro e tão querendo me levar?'".

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Nessa chegada, Finazzi seria opção imediata para Vinícius, mas o nível era tão alto que Luiz Carlos Cruz tentou encaixar os dois juntos.

"Imaginei que eles queriam uma opção, porque era sem explicação querer me trazer com Vinícius voando em campo. Só que eu fiz gol na estreia e logo depois eu fiz cinco gols contra o Botafogo de Ribeirão Preto. Então o Cruz encontrou um jeito de colocar nós dois juntos. Juninho foi fundamental, pois tinha muita velocidade no meio e o entrosamento entre a gente veio muito rápido.

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