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Enel compra Celg D por R$ 2,18 bi

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Redação producaodiario@svm.com.br

São Paulo/Fortaleza. A italiana Enel, acionista da Enel Distribuição Ceará (antiga Coelce), conquistou a distribuidora goiana Celg Distribuição (Celg D) ao oferecer R$ 2,187 bilhões por 94,84% das ações da companhia, o que corresponde a um ágio de 28,03% em relação ao preço mínimo de R$ 1,708 bilhão. A companhia foi a única proponente pelo ativo, que atualmente é detido pela Eletrobras (50,93% do capital social) e pelo Governo de Goiás, via CELGPar (49% do capital). Do lance da Enel, a Eletrobras receberá R$ 1,065 bilhão.

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"Ofertamos o valor que achamos justo para a oportunidade", afirmou presidente da Enel Brasil, Carlos Zorzoli quando perguntado sobre o ágio de 28% sobre o valor mínimo, considerado elevado. O diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), André Pepitone, disse que o ágio oferecido pela Enel "impressionou".

Zorzoli não revelou como será o financiamento do valor oferecido, já que a Enel é controlada por companhias de capital aberto e isso será feito na divulgação dos balanços. O valor será pago em uma parcela, no próximo mês de janeiro.

Esta foi a segunda tentativa do governo de vender a distribuidora. Um primeiro leilão, marcado para 19 de agosto, foi cancelado por falta de interessados. Embora algumas empresas tenham chegado a acessar o data room na ocasião, o preço estabelecido, que era então de R$ 2,8 bilhões, foi considerado alto demais.

O governo, então reviu as condições do edital e reduziu o valor para R$ 1,791 bilhão pela totalidade das ações. O restante das ações deve ser vendido em um segundo momento e pode ser adquirido pelos empregados da companhia.

Expansão

Zorzoli disse que a compra da Celg D é uma etapa muito importante do desenvolvimento da companhia no Brasil, onde, além da Enel Distribuição Ceará, também já controla a Enel Distribuição Rio (antiga Ampla), do Rio de Janeiro.

Conforme Zorzoli, com a aquisição da Celg D a empresa passa a ter 9,7% do mercado de distribuição de energia do País. Segundo ele, será um salto de três milhões para quase 10 milhões de consumidores.

Pilares

Zorzoli disse que os dois pilares de crescimento da empresa são investimento em redes de distribuição e energia renovável. Na semana passada, o presidente mundial da Enel, Francesco Starace, anunciou que o grupo investirá 3,2 bilhões de euros (R$ 11,3 bilhões) entre 2017 e 2019 no Brasil. Do total, 1,7 bilhão de euros será destinado a novos projetos e outro 1,5 bilhão de euros será usado na manutenção dos projetos já existentes.

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