Confira 5 dicas para abrir o próprio negócio após o lockdown

Embora a pandemia tenha causado grandes prejuízos para diversos empreendedores, há espaço para quem tem o sonho de empreender alcançar o sucesso

Legenda: O planejamento antes de iniciar o próprio negócio é fundamental para evitar perdas
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

Ao mesmo tempo em que provocou uma série de prejuízos a diversos setores de mercado, alguns nichos conseguiram até ampliar as vendas durante a pandemia do novo coronavírus, como os setores de supermercados, construção civil e varejo de itens para a casa, entre outros. Empreender também foi saída a muitos cidadãos que perderam a fonte de renda nesse cenário.

O número de Microempreendedores Individuais (MEIs), por exemplo, teve um aumento de 18% no Ceará, de 2019 para 2020. Até 31 de dezembro do ano passado, foram registrados 353.069 novos negócios, de acordo com dados do Portal do Empreendedor, do Governo Federal.  

Para quem deseja abrir o próprio negócio após o lockdown, que vigora até o próximo dia 4, o articulador do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) do escritório regional de Fortaleza, Jonny Oliveira, dá dicas. Confira abaixo!  

1. Identificar as oportunidades  

O primeiro passo para quem quer empreender é identificar as oportunidades de mercado. De acordo com Jonny, percebe-se esses nichos a partir de problemas do dia a dia que não estão sendo solucionados, por exemplo. Para isso, é preciso observar, viver e experimentar os diferentes nichos do mercado.  

“Uma coisa que surgiu nessa pandemia foram as máscaras de tecido, por exemplo, pois antes não era necessário usar, agora se tornou item essencial”, explica.   

2. Testar de forma rápida e barata  

Empreender é sempre correr um risco e, para diminuí-los, é indispensável a realização de um bom planejamento do negócio. Mas antes de investir, é preciso testar antes se a ideia faz sentido, se o produto ou serviço tem boa qualidade e se há demanda.  

Para descobrir, Jonny indica realizar testes que sejam rápidos e baratos. “Por exemplo, quero abrir um restaurante de sushi. Vou chamar um amigo meu que faz, a gente passa o fim de semana fazendo e vendendo na vizinhança e vai ouvindo os feedbacks. Se der errado, você gastou pouco”.  

A dica de Jonny é usar a imaginação para fazer esses testes em cada setor. "É uma forma de aprendizado, de saber o que as pessoas querem, de sondar o mercado”.  

3. Planejamento definitivo  

Com os testes realizados, é hora de se planejar para ingressar no mercado: vai ter contratação de funcionários? Vai abrir CNPJ? Está pronto para atender a demanda? Vai funcionar com delivery? Qual a melhor embalagem para o produto vendido? Quais serão minhas despesas?

Essas, de acordo com, Jonny, são algumas das principais perguntas que o microempreendedor deve fazer na hora do planejamento. Assim, é possível antecipar a problemas que possam acontecer.  

4. Profissionalização 

O próximo passo é se profissionalizar, investir em mídias sociais, em identidade visual e se diferenciar no mercado. 

“É hora de descobrir o que você tem a oferecer de diferencial. Uma forma de se diferenciar do nicho, por exemplo, é por horários, entregar sushi de madrugada, ou ter a entrega mais rápida. Tem que mostrar ao cliente que tem um diferencial”.  

5. Acompanhar os resultados 

Uma dica essencial, conforme Oliveira, é acompanhar os indicadores do negócio para além de saber se tem dinheiro no caixa.

“Tem que saber como está o faturamento, quanto a empresa gastou no mês, o ticket médio (quanto em média um cliente compra), a recorrência do cliente. É preciso analisar e saber como está a realidade da empresa”.  

Além disso, é importante também ter uma base de cadastro dos clientes. “Quando for necessário fazer uma promoção porque o faturamento está baixo, você saberá quem contatar. O que quebra uma empresa não é falta de lucro, é a falta do fluxo de caixa”, acrescenta Jonny.  

 

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