CGD abre investigações contra 15 policiais suspeitos de tortura, agressão e outros crimes

Vídeo mostra policiais militares darem tapas, pauladas, chutes e, por fim, rasparem o braço de um adolescente, em 2019

As portarias da CGD foram publicadas no Diário Oficial do Estado da última segunda-feira (12)
Legenda: As portarias da CGD foram publicadas no Diário Oficial do Estado da última segunda-feira (12)
Foto: Kiko Silva

A Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública e Sistema Penitenciário do Ceará (CGD) abriu investigações administrativas contra 15 policiais (sendo 14 militares e um penal) suspeitos de crimes como tortura, agressão física e violação de domicílio. As portarias foram publicadas no Diário Oficial do Estado (DOE) da última segunda-feira (12).

Quatro praças (dois cabos e dois soldados) da Polícia Militar do Ceará (PMCE) foram denunciados por agressões físicas e violação de domicílio, em uma ocorrência no bairro Palestina, Município de Canindé, na tarde de 7 de abril de 2019. Um Exame de Corpo de Delito, realizado em uma pessoa abordada pelos policiais, identificou "ofensa à integridade corporal do paciente", conforme a portaria da CGD que instaurou a Sindicância Administrativa.

Outros três PMs, todos soldados, também são alvos de Sindicância Administrativa, para apurar as denúncias de agressão física e abuso de autoridade, em uma abordagem a um adolescente, na Comunidade das Malvinas, bairro Bela Vista, em Fortaleza, em 21 de junho de 2019.

O caso foi filmado por moradores da Comunidade. As imagens mostram os policiais militares darem tapas, pauladas, chutes e, por fim, rasparem o braço da vítima com uma faca. Um dos agentes envolvidos na ação carrega uma submetralhadora e outro segura uma vassoura. Confira o vídeo:

A CGD abriu outra Sindicância Administrativa para apurar a conduta de três cabos da PMCE por suposta agressão física contra três suspeitos presos em flagrante, no Município de Caucaia, Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), em 11 de setembro de 2018. A informação foi repassada pela Justiça Federal no Ceará.

Um Conselho de Justificação tem como alvo um tenente PM que controlava o policiamento ostensivo em Cascavel, em 22 de novembro de 2018, quando três presos teriam sofrido torturas dos policiais militares.

Foram abertas ainda investigações contra um policial militar que atuou em uma intervenção policial, com lesão corporal, em Aracoiaba, no dia 29 de março de 2019. E contra um policial penal suspeito de agredir fisicamente e verbalmente um dono de um barraca de praia, no bairro Meireles, em Fortaleza, em 17 de abril de 2019.

Violência contra a mulher

Dois policiais militares também foram alvos de Sindicância Administrativa por episódios de violência contra a mulher. Um soldado foi preso em flagrante e levado ao Presídio Militar por infringir a Lei de Violência Doméstica e Familiar, em Fortaleza, em 4 de abril de 2020.

Já um sargento PM, que estava de folga e à paisana, é suspeito de agredir fisicamente e ameaçar de pegar a arma de fogo contra uma mulher, em duas ocasiões: em uma festa em Tabuleiro do Norte, em 9 de fevereiro de 2019; e em um restaurante, dias depois, 23 de fevereiro daquele ano, no Município de Russas.

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