Mandetta permanece defendendo distanciamento social, mesmo após tour de Bolsonaro

Segundo o ministro da Saúde, as decisões tomadas em conjunto pelas pastas do governo partem de orientações técnicas e científicas

Legenda: "Por enquanto mantenham as recomendações dos estados, porque nesse momento é a medida mais recomendável", disse Mandetta.
Foto: Reprodução

Embora não tenha comentado diretamente sobre a atitude de Jair Bolsonaro deste domingo (29) em sair pelas ruas de Brasília cumprimentando a população, o ministro da Saúde, Luiz Mandetta, reiterou a necessidade de distanciamento social em coletiva realizada com ministros nesta segunda-feira (30) a respeito do novo coronavírus. Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil tem, atualmente, 4.579 infectados pela Covid-19 e 159 mortos.

"Por enquanto mantenham as recomendações dos estados, porque nesse momento é a medida mais recomendável, porque temos muitas fragilidades ainda no sistema de saúde", disse.

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Durante o passeio, Bolsonaro cumprimentou diversos apoiadores, parando em vários cantos, inclusive com aglomeração de pessoas. O presidente tem insistido em redes sociais que somente idosos e doentes devem permanecer em isolamento social em razão do risco de contraírem o novo coronavírus.

Menos de um dia antes, o próprio Mandetta havia defendido a manutenção do distanciamento social, durante a divulgação do boletim sobre a Covid-19.

Nesta segunda-feira, reiterou que as orientações do Ministério da Saúde têm seguido direcionamentos técnicos. "A pasta continua técnica, continua científica, e trabalhando dentro do seu planejamento".

Permanência no Ministério

A permanência de Mandetta à frente do Ministério da Saúde também foi comentada durante a coletiva. "Não existe essa história de demissão do ministro Mandetta. Está fora de cogitação no momento", asseverou o ministro da Casa Civil, Braga Netto. 

Mandetta completou e, sem negar tensões com Jair Bolsonaro, afirmou que o momento de crise amplia a possibilidade de atritos entre os gestores. "É claro que existe situações. O importante é que o espírito de todos seja no sentido de procurar ajudar. As tensões são normais pelo tamanho da crise. Não vamos perder o foco. É um vírus novo, o coronavírus, que derrubou o sistema mundial", pontuou.