Deputados aprovam PEC do 'orçamento de guerra'; destaques ao texto estão em análise

A PEC 10/20 permite a separação dos gastos realizados para o combate ao novo coronavírus do Orçamento-Geral da União

Legenda: As regras da PEC terão vigência durante o estado de calamidade pública e os atos de gestão praticados desde 20 de março de 2020 são convalidados
Foto: Foto: Agência Câmara

O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou, em segundo turno, o texto-básico da PEC do "orçamento de guerra" (PEC 10/20). Agora, os deputados analisam os destaques apresentados à matéria. Eles rejeitaram, por 390 votos a 51, o destaque do Psol à PEC, igual ao apresentado no primeiro turno, e mantiveram no texto a permissão para o Banco Central comprar títulos públicos e privados, seja no mercado nacional ou internacional.

Neste momento, está em votação destaque do Novo que pretende retirar a permissão de o Banco Central comprar títulos privados de crédito em mercados secundários, no âmbito de mercados financeiros, de capitais e de pagamentos.

A PEC 10/20 permite a separação dos gastos realizados para o combate ao novo coronavírus do Orçamento-Geral da União.

As regras da PEC terão vigência durante o estado de calamidade pública e os atos de gestão praticados desde 20 de março de 2020 são convalidados.
A intenção da proposta é criar um regime extraordinário para facilitar a execução do orçamento relacionado às medidas emergenciais.

De acordo com o substitutivo aprovado, de autoria do deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), caberá ao Congresso Nacional a fiscalização do trabalho do Comitê de Gestão da Crise, com apreciação de sua prestação de contas.

Banco Central

Como mecanismo de injetar recursos na economia, durante o período do estado de calamidade pública o Banco Central será autorizado a comprar e vender títulos do Tesouro Nacional, nos mercados secundários local e internacional, e também direitos de crédito e títulos privados no âmbito de mercados financeiros, de capitais e de pagamentos.

O montante total de compras de cada operação com títulos e direitos creditórios privados deverá ser autorizado pelo Ministério da Economia e informado imediatamente ao Congresso Nacional, contando ainda com capital mínimo de 25% do Tesouro.

A cada 45 dias, o Banco Central deverá prestar contas ao Congresso sobre as operações, tanto com títulos públicos quanto com direitos creditórios privados.​