CPI na Assembléia aguarda publicação
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Neysla Rocha
Confirmando informação de ontem do Diário do Nordeste, o PL indicou o deputado Pedro Uchoa (PMDB), para participar, como titular, da CPI do Desmonte. Os demais integrantes da Comissão Parlamentar de Inquérito são: Moésio Loiola, Francini Guedes e delegado Cavalcante pelo PSDB, Carlomano Marques representando o PMDB, Francisco Caminha do PHS, Caetano Guedes do PP, Nelson Martins apresentado pelo PT e Chico Aguiar do PPS.
Segundo Ronaldo Martins, líder do PL na Assembléia, a indicação de Uchoa para a CPI, em detrimento de um dos dois deputados estaduais do partido, foi articulada pelo presidente regional da legenda, deputado federal Almeida de Jesus. Ronaldo Martins, que estava prestes a assumir a vaga reservada ao PL na CPI, disse que acatou deliberação do dirigente partidário. Em plenário, Uchoa agradeceu tanto a Martins quanto a Almeida de Jesus pela indicação.
Mesmo diante da postura de Martins admitindo haver negociação com Uchoa, o deputado do PMDB reluta em confirmar a possibilidade de sua entrada em outra agremiação. ´Quem está na contramão do PMDB são os demais deputados, não eu. Tenho defendido, na Assembléia, aquilo que o partido definiu em convenção nacional, ou seja, a saída da base de apoio ao Governo Federal e a entrega dos cargos. Se alguém for sair do PMDB, que sejam eles e não eu´, diz Uchoa.
Questionado sobre se sua situação na CPI, indicado por um partido que não é o seu, seria desconfortável, Uchoa disse que se pautará pela isenção no tratamento das investigações. ´Meu comportamento e minha conduta independem de partido´, afirmou. Não é a primeira vez que ele participa de uma CPI ocupando vaga cedida por outro partido. Na primeira CPI do Desmonte e na Comissão que investigou a chamada ´Máfia das aposentadorias´, o hoje deputado do PMDB garantiu assento por cortesia do PSDB, que o indicou mesmo sem pertencer aos quadros do partido.
PROCESSO - Deve acontecer na próxima semana a escolha do presidente e do relator da CPI do Desmonte. A eleição, decidida com os votos dos nove membros indicados pelos partidos, será a pauta principal da primeira reunião da Comissão, em que devem ser definidos, ainda, os procedimentos a serem adotados em relação às denúncias (quinze municípios) já consolidadas para apreciação dos membros da CPI.
Entre as possíveis definições de procedimentos, está a hierarquização das denúncias - quais delas, dentre as já listadas, podem ser investigadas inicialmente -, e a divisão entre os componentes da Comissão da análise dos supostos ilícitos. Em investigações como a do Fundef, em 1997, a CPI funcionou em esquema de sub-relatorias, com trabalhos divididos entre os integrantes. A primeira reunião de trabalho dos membros da CPI acontecerá após a publicação, no Diário Oficial do Estado, do ato oficializando a instalação da CPI, a acontecer provavelmente até esta sexta-feira.
Segundo Ronaldo Martins, líder do PL na Assembléia, a indicação de Uchoa para a CPI, em detrimento de um dos dois deputados estaduais do partido, foi articulada pelo presidente regional da legenda, deputado federal Almeida de Jesus. Ronaldo Martins, que estava prestes a assumir a vaga reservada ao PL na CPI, disse que acatou deliberação do dirigente partidário. Em plenário, Uchoa agradeceu tanto a Martins quanto a Almeida de Jesus pela indicação.
Mesmo diante da postura de Martins admitindo haver negociação com Uchoa, o deputado do PMDB reluta em confirmar a possibilidade de sua entrada em outra agremiação. ´Quem está na contramão do PMDB são os demais deputados, não eu. Tenho defendido, na Assembléia, aquilo que o partido definiu em convenção nacional, ou seja, a saída da base de apoio ao Governo Federal e a entrega dos cargos. Se alguém for sair do PMDB, que sejam eles e não eu´, diz Uchoa.
Questionado sobre se sua situação na CPI, indicado por um partido que não é o seu, seria desconfortável, Uchoa disse que se pautará pela isenção no tratamento das investigações. ´Meu comportamento e minha conduta independem de partido´, afirmou. Não é a primeira vez que ele participa de uma CPI ocupando vaga cedida por outro partido. Na primeira CPI do Desmonte e na Comissão que investigou a chamada ´Máfia das aposentadorias´, o hoje deputado do PMDB garantiu assento por cortesia do PSDB, que o indicou mesmo sem pertencer aos quadros do partido.
PROCESSO - Deve acontecer na próxima semana a escolha do presidente e do relator da CPI do Desmonte. A eleição, decidida com os votos dos nove membros indicados pelos partidos, será a pauta principal da primeira reunião da Comissão, em que devem ser definidos, ainda, os procedimentos a serem adotados em relação às denúncias (quinze municípios) já consolidadas para apreciação dos membros da CPI.
Entre as possíveis definições de procedimentos, está a hierarquização das denúncias - quais delas, dentre as já listadas, podem ser investigadas inicialmente -, e a divisão entre os componentes da Comissão da análise dos supostos ilícitos. Em investigações como a do Fundef, em 1997, a CPI funcionou em esquema de sub-relatorias, com trabalhos divididos entre os integrantes. A primeira reunião de trabalho dos membros da CPI acontecerá após a publicação, no Diário Oficial do Estado, do ato oficializando a instalação da CPI, a acontecer provavelmente até esta sexta-feira.