CPI da Covid deve ouvir ministro Marcelo Queiroga e votar depoimentos sobre 'gabinete paralelo'

O novo depoimento do ministro da Saúde está marcado para esta terça (8)

Legenda: CPI da Covid-19 no Senado deve ouvir nesta semana, pela 2ª vez, ministro da Saúde Marcelo Queiroga
Foto: Agência Senado

A CPI da Covid-19 no Senado deve fazer nova rodada de depoimentos nesta semana e um dos principais está marcado para esta terça-feira (8): o do ministro da Saúde Marcelo Queiroga, convocado pela segunda vez. Além disso, requerimentos deverão ser votados para novos depoimentos, com foco na investigação da existência do chamado "gabinete paralelo".

Pelo calendário de junho divulgado pela CPI até agora, teremos nesta semana:

Agenda da CPI de junho

  • 8/6: Marcelo Queiroga, ministro da Saúde;
  • 9/6: Antônio Elcio Franco, ex-secretário-executivo do Ministério da Saúde e atual assessor da Casa Civil;
  • 10/6: Markinhos Show, marqueteiro;
  • 11/6: Audiência Pública com os especialistas Natália Pasternak e Cláudio Maierovitch, Jurema Werneck, do Movimento Alerta, e Deysi Ventura, pesquisadora da USP;
  • 15/6: Marcellus Campelo, secretário de Saúde do Amazonas;
  • 16/6: Wilson Witzel, ex-governador do Rio de Janeiro;
  • 17/6: Carlos Wizard, empresário;
  • 18/6: Representante da empresa White Martins.

Novo depoimento de Queiroga

O novo depoimento de Marcelo Queiroga é um dos mais esperados nesta semana. 

Ele falou à CPI no dia 6 de maio à CPI. Na ocasião, foi evasivo e evitou responder perguntas sobre temas como o uso da cloroquina, tratamento precoce e declarações do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Desta vez, Queiroga deve ser interrogado sobre a realização da Copa América no Brasil em meio à segunda onda da pandemia. A decisão foi alvo de críticas de especialistas por apresentar riscos ao agravamento da doença no país.

"Gabinete paralelo"

Os senadores integrantes da CPI também devem votar nesta semana requerimentos para convocação de novos depoimentos. 

Entre os pedidos de depoimentos que devem ser votados pela CPI está o da médica Ludhmila Hajjar, que receitou o convite para ser ministra da Saúde, e o do deputado federal Osmar Terra (MDB-RS), apontado como articulador do chamado "gabinete paralelo" da Saúde no Governo Federal.

A partir desses depoimentos, a CPI vai concentrar as investigações na existência do "gabinete paralelo". 

O ex-assessor da Presidência da República, Arthur Weintraub, e o irmão dele, o ex-ministro da Educação, Abraham Weintraub, também são alvo da CPI nessa linha de investigação.

Com informações do G1

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