O futuro é nos territórios
Prestes a completar 28 anos de institucionalização, em abril de 2025, a Defensoria faz um firme propósito: descentralizar cada vez mais
A construção da justiça exige presença, escuta aberta, linguagem que todo mundo entende, acolhimento e, acima de tudo, proximidade. Na Defensoria Pública do Ceará, temos seguido esse caminho com compromisso e coragem. Ampliamos os canais de diálogo com a população, apostamos em novas formas de fazer e, principalmente, valorizamos o conhecimento que nasce da vivência nos territórios.
Esse espírito está presente no projeto Defensoras Populares, que está formando 100 mulheres líderes comunitárias com um bem poderoso: informação. Elas participam de aulas sobre direitos, recebem uma bolsa mensal e amplificam suas vozes nas comunidades. É o que fazemos também no Minha Escola Ensina Direitos, quando defensoras e defensores conversam com estudantes de cinco cidades. Dois exemplos de projeto, entre tantos.
Prestes a completar 28 anos de institucionalização, em abril de 2025, a Defensoria faz um firme propósito: descentralizar cada vez mais. Não é só uma decisão administrativa — é um posicionamento político e social. Sair dos gabinetes e estar mais perto das comunidades é reconhecer cada território como prioridade.
Neste início de abril, inauguramos uma nova unidade na Rede Cuca da Barra, em parceria com a Prefeitura de Fortaleza, e seguimos fortalecendo nossos atendimentos itinerantes: Defensoria em Movimento, Acolher, Van dos Direitos, Ceará com Direitos, que atua nas cozinhas populares e o Amar Defensoria, nos territórios litorâneos. Em 2025, pautamos a Defensoria Verde, que vai dialogar com territórios sobre questões ambientais.
Descentralizar é isso: respeitar a diversidade dos lugares, ouvir quem vive os desafios de perto e permitir que as soluções surjam das próprias vivências. Isso também vale para a forma como queremos estar no mundo: com leveza, proximidade e sentido coletivo.
O futuro da Defensoria está em tecer redes, não em levantar muros. E, se reconhece na sabedoria de um pescador, na mulher que se multiplica para seguir em frente, na juventude que resiste nas bordas da cidade. O futuro da Defensoria está em fazer da justiça um lugar de encontro, transformação e pertencimento.