Neurodiversidade e estigmas da sociedade

Pesquisas têm mostrado que a neurodiversidade é mais comum do que se pensava anteriormente. Por exemplo, a ONU estima que 1% do mundo seja autista, uma média de 80 milhões de pessoas

Escrito por
Silviane Andrade silviane@neuropsicocentro.com.br
Neuropsicóloga, mestre em neurociência e diretora do Neuropsicocentro
Legenda: Neuropsicóloga, mestre em neurociência e diretora do Neuropsicocentro

O conceito de Neurodiversidade, termo usado para descrever as variadas diferenças existentes no cérebro humano, tem se popularizado cada vez mais, principalmente com o uso das redes sociais e maior acesso ao conhecimento. As pessoas neurodivergentes podem apresentar variações cognitivas, entre elas Transtorno do Espectro Autista (TEA), Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), dislexia ou dispraxia. Cada um possui habilidades e desafios únicos, e essa diversidade é uma parte natural e valiosa da experiência humana.

Pesquisas têm mostrado que a neurodiversidade é mais comum do que se pensava anteriormente. Por exemplo, a ONU estima que 1% do mundo seja autista, uma média de 80 milhões de pessoas. Estudo conduzido pela Universidade de Cambridge aponta que o TDAH e a dislexia são mais prevalentes do que se imaginava, afetando cerca de 5% e 10% da população, respectivamente.

No entanto, apesar da crescente conscientização sobre a neurodiversidade, muitas pessoas ainda enfrentam discriminação e marginalização devido às suas diferenças neurobiológicas. Pessoas autistas frequentemente enfrentam estereótipos negativos e preconceitos, e muitas vezes têm dificuldade em encontrar empregos que acomodam suas necessidades únicas. A falta de conhecimento e informação gera intolerância, desrespeito e descriminação. Existem diversos tipos de seres humanos, da mesma forma, existem diferentes tipos de cérebros e variações das suas atividades cognitivas.

O 2 de abril é marcado como Dia da Conscientização sobre o Autismo para promover conhecimento sobre o espectro autista, as necessidades e os direitos de cada um. Além disso, é importante mostrar que a neurodiversidade pode ser uma fonte de força e inovação, tanto em nível individual quanto em nível social. Pessoas autistas, por exemplo, podem ter habilidades em áreas como matemática, arte e música. Outras com TDAH possuem uma capacidade de multitarefa e pensamento criativo valioso em muitos campos. Ao reconhecer e apoiar a neurodiversidade, podemos criar uma sociedade mais inclusiva e justa para todas as pessoas.

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