Dores lombares: um mal comum e nada necessário

A prevenção da dor lombar deve ser vista como uma prioridade, desde os trabalhadores em seus locais de trabalho até os profissionais de saúde que prestam assistência

Escrito por Leonardo Drumond ,
Presidente da Cooperativa dos Médicos Traumatologistas e Ortopedistas do Estado do Ceará (Coomtoce)
Legenda: Presidente da Cooperativa dos Médicos Traumatologistas e Ortopedistas do Estado do Ceará (Coomtoce)

Seja qual for a sua cor, classe social, religião ou idade, há algo (infelizmente negativo) que tem unido os povos: a dor lombar. A lombalgia tem se tornado uma epidemia silenciosa, afetando milhões de pessoas e, consequentemente, afastando um número cada vez maior de profissionais de suas funções. De acordo com o Ministério da Previdência Social, em 2023, tais transtornos foram responsáveis pela liderança dos benefícios concedidos por incapacidade temporária no Brasil.

Desconfortáveis e debilitantes, as dores lombares impactam de forma significativa na vida profissional e pessoal e, em uma curta amostragem, podemos ver quão representativa é também se olharmos o cenário com uma visão macro: com dores severas, o trabalhador é forçado a se ausentar, o que resulta em perda de renda, aumento dos custos para o sistema de saúde e, o mais importante, uma redução na qualidade de vida.

O que torna a lombalgia ainda mais preocupante é o fato de que ela tem uma variedade de causas e fatores contribuintes. Desde má postura e falta de atividade física até lesões traumáticas e condições médicas subjacentes, as causas desses problemas são numerosas e complexas. No entanto, é fundamental reconhecer que em muitos casos as dores - acreditem - são evitáveis e podem ser prevenidas com medidas adequadas.

A prevenção da dor lombar deve ser vista como uma prioridade, desde os trabalhadores em seus locais de trabalho até os profissionais de saúde que prestam assistência. Medidas simples, como manter uma postura adequada, praticar exercícios regulares, evitar o levantamento de pesos excessivos e fazer pausas regulares durante o trabalho podem fazer uma grande diferença na redução do risco de desenvolver os incômodos.

Como médicos traumatologistas e ortopedistas, estamos comprometidos em ajudar a aliviar esse fardo em nossa comunidade. É hora de reconhecer as dores lombares como o problema de saúde pública sério que é e agir de forma decisiva para abordar suas causas e consequências.

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