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Franquia de idiomas Wizard by Pearson afirma pensar diferente do empresário Carlos Wizard

Empresa também questiona o fato de o empresário ainda usar a marca no próprio nome anos após venda

Escrito por Redação producaodiario@svm.com.br
30 de Junho de 2021 - 17:28 (Atualizado às 17:46)
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Legenda: Empresa destacou não ter mais qualquer vinculação com o empresário
Foto: Miguel Schincariol/AFP; divulgação/Wizard by Pearson

A rede de cursos de idiomas Wizard by Pearson, pertencente à multinacional britânica Pearson desde 2014, publicou um comunicado em que afirma pensar diferente do empresário Carlos Wizard Martins, fundador da rede. A marca pontua, no texto, que é "a favor da vida, da saúde e da ciência".

"Desde o início da pandemia, orientamos nossos franqueados e colaboradores sobre todas as medidas necessárias para respeitar a legislação e os protocolos sanitários vigentes, sempre buscando garantir a segurança de nossos professores, alunos, colaboradores e parceiros", ressalta o texto.

"Lamentamos as centenas de milhares de vidas que se foram, nos solidarizamos com a dor de todas as famílias que perderam pessoas queridas e seguimos na esperança de dias melhores".

Questionamento a uso do nome "Wizard" pelo empresário

A empresa assevera ter sido comprada pelo grupo de aprendizagem britânico, destacando não ter mais qualquer vinculação com o empresário. O texto, inclusive, chama a atenção para o fato de Carlos Wizard, atualmente, ser concorrente da marca, classificando como "fato curioso" a continuidade da palavra "Wizard" no nome do empresário.

"Em 2017, três anos depois de vender a Wizard para a Pearson, ele tornou-se sócio de outra rede de escolas de inglês, a Wise Up", frisa, destacando que, "por vezes", o empresário passou a associar o nome dele à rede de escolas da qual atualmente é sócio.

A companhia divulgou o comunicado em suas redes sociais, além de ter respondido a usuários que vinculam a imagem de Carlos Wizard à marca.

Fundação

Conforme o portal Globo.com, Carlos Martins fundou a Wizard em 1987, mas vendeu a marca com o Grupo Multi — que reunia redes de educação como Microlins e Skill — ao Grupo Pearson em 2013. A transação se deu por R$ 1,7 bilhão.

Segundo o comunicado da marca, a aquisição foi "um divisor de águas" para a Wizard by Pearson. "A partir de então começou um intenso processo de modernização e evolução da qualidade de seu ensino", diz a empresa, afirmando que a rede passou a incluir o nome do novo grupo empresarial, "Pearson", nesta fase.

Atualmente, a Wizard by Pearson tem mais de 1,2 mil unidades no Brasil e em outros países.

Carlos Wizard na CPI

O empresário prestou depoimento nesta quarta-feira (30) à CPI da Covid-19, no Senado Federal, após ser apontado como membro do "gabinete paralelo" de aconselhamento do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em torno de ações contra a pandemia do coronavírus.

Carlos Wizard já havia faltado à sessão na qual deveria ter testemunhado na CPI, em 17 de junho, por estar nos Estados Unidos. Ao chegar, nessa segunda-feira (28), ele entregou o seu passaporte, obedecendo à determinação da Justiça Federal.

O depoimento desta quarta foi marcado a pedido do próprio depoente, dado que a comissão requereu condução coercitiva para que ele depusesse em plenário. O sócio da Wise Up, contudo, recorreu ao habeas corpus expedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Ao iniciar sua fala, o depoente negou participar ou saber do "gabinete paralelo". No entanto, após ser inquirido pelos senadores, o empresário permaneceu calado frente aos questionamentos.