Fortaleza registra temperatura mínima de 21,8 ºC nas últimas 24 horas

Conforme a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), a queda de temperatura é esperada para essa época do ano, sendo mais sentida nas regiões Sul e Sudeste

Os dois últimos dias no Ceará foram de temperaturas bem abaixo do normal
Legenda: Os dois últimos dias no Ceará foram de temperaturas bem abaixo do normal
Foto: Fabiane de Paula

Entre ontem (6) até a manhã desta terça-feira (7), Fortaleza chegou a registrar temperatura mínima de 21,8ºC, segundo a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme). Nesse mesmo período, no interior, os municípios de Barbalha, Tianguá e Barro tiveram as menores temperaturas do Estado, apresentando respectivamente, 17,5ºC, 16,6ºC e 15,4ºC, de acordo com a rede de Plataforma de Coleta de Dados (PCDs) do órgão.

Até esta sexta-feira (10), conforme a Funceme, a capital cearense tem previsão de temperatura mínima em 23ºC.

No mês de junho, a rede de PCDs constatou que as cidades de Guaramiranga, com 17,4ºC, e Morada Nova, com 18,6ºC, tiveram as menores temperaturas médias mensais. Em Fortaleza, a Funceme aponta média climatológica de 22,7ºC para o mês passado.  

Conforme a gerente de meteorologia da Funceme, Meiry Sakamoto, a altitude e condições meteorológicas, assim como o período de inverno no hemisfério sul, iniciado em 20 de junho, podem colaborar para a variação das temperaturas. Nesse período, a queda de temperatura é mais sentida no eixo Sul e Sudeste. 

Apesar do Nordeste estar próximo à Linha do Equador, as cidades podem sentir pequenas variações na temperatura.

“Na Capital, tivemos ontem, um dia nublado e com chuvas, mesmo sem grande perda radiativa ao longo da noite, foi possível sentir e registrar temperaturas mais amenas”, afirma Sakamoto. 

Nos municípios de Barbalha e Barro, na região do Cariri, a especialista aponta que a maior perda radiativa ao longo da noite, devido à ausência de nuvens, contribuíram para a ocorrência das temperaturas mínimas. 

“Com maior perda radiativa, as temperaturas mínimas, que são aquelas registradas próximo às 6h da manhã, são mais baixas. Em Tianguá, soma-se a essas causas, o fato de estar localizado em região de serra, com maior altitude”, finaliza.

Impactos

Para a presidente afastada da ONG Anjos da Proteção Animal (APA), Stefani Rodrigues, o frio foi sentido principalmente de ontem para hoje, devido à chuva com vento, fazendo com que a ativista se preocupasse com a condição dos animais nos abrigos e nas ruas. “Hoje eu senti frio, imagine os animais que tem pelos curtos. Os gatos são os mais prejudicados, porque eles não têm onde se esconderem, ficam desabrigados”, comenta.

A maior preocupação de Stefani é a quantidade de animais desamparados e abandonados na rua, acreditando ser essencial a construção de pequenas casas para servir de abrigo. Em tempos de temperaturas mais baixas, percebe que eles são bastante prejudicados. “Esse frio é atípico em nossa cidade e eles não têm para onde ir, ficam a mercê”, finaliza.



Redação 02 de Agosto de 2020