66,9% dos casos de Covid-19 no Ceará não são de Fortaleza

Região Metropolitana e Interior contabilizam 69.842 infecções pelo novo coronavírus

Foto: Helene Santos

Apesar de ainda ser a cidade cearense com o maior volume de confirmações da Covid-19, Fortaleza responde, atualmente, por 33,1% dos casos da doença pandêmica, conforme atualização da plataforma IntegraSUS às 10h39 desta sexta-feira (26). Municípios da Região Metropolitana e do Interior concentram agora 66,9% das infecções, cenário diferente de um mês atrás, quando 56,1% eram somente na Capital. 

Nesta quinta-feira (25), com registro de caso na cidade de Granjeiro, todos os 184 municípios cearenses passaram a ter confirmações de Covid-19.

Conforme o boletim virtual, Fortaleza tem 34.580 testes positivos para o novo coronavírus SARS-CoV-2, enquanto os outros 69.842 estão nos demais municípios do Estado. Na lista dos 10 com mais pacientes diagnosticados, cinco são do Interior: Sobral (6.125), Quixadá (1.803), Camocim (1.603), Itapipoca (1.559) e Acaraú (1.546). Quatro são Região Metropolitana: Caucaia (3.493), Maracanaú (3.381), São Gonçalo do Amarante (1.560)  e Maranguape (1.477).

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Ao todo, os 19 municípios que compõem a RMF, incluindo a Capital, registram 52.578 confirmações, o que corresponde a 54,9%. Já as outros 51.844 são do Interior.


 
Alerta

A disseminação da doença pelo interior cearense, inclusive, tem sido uma preocupação iminente da Secretaria Estadual da Saúde (Sesa). Em entrevista ao Sistema Verdes Mares no último dia 16, o titular da pasta, Carlos Roberto Martins Rodrigues Sobrinho, o Dr. Cabeto, havia ponderado que a situação nas regiões Norte e Sul acende um alerta em razão dos números acentuados.

“Na região Norte, ali de Sobral até Camocim, nós tivemos taxas de ocupação de UTI muito elevadas, reduziu nos últimos dias e a taxa de positividade do exame cresceu muito, o que quer dizer que está uma circulação viral intensa. Na região Sul, a gente tem maior disponibilidade de leitos, mas também percebemos na última semana um aumento do número de óbitos”, afirma o gestor.