Reencontro entre Fortaleza e torcida tem protocolo cumprido, baixo público e vaias pela atuação

O torcedor tricolor ficou na bronca com a atuação na derrota por 3x0 para o Atlético-GO

Bandeiras da torcida na arquibancada da Arena Castelão
Legenda: A torcida do Fortaleza compareceu ao jogo do Fortaleza em baixo número neste sábado (2)
Foto: Kid Júnior / SVM

Um reencontro que demorou 570 dias, quase uma eternidade: não existe saudade pouca. Assim, o torcedor do Fortaleza voltou a Arena Castelão para o primeiro evento-teste com público em 2021. Com a missão de ser exemplo na arquibancada, cumpriu o protocolo, mas o time faltou ao teste.

A derrota por 3 a 0 para o Atlético-GO neste sábado (2) trouxe à tona uma versão crítica da torcida. Na reta final, vaias na saída de campo dos jogadores, com ênfase em Bruno Melo e Matheus Vargas. Apesar da temporada histórica, a atmosfera final foi a pior possível para um primeiro encontro.

Em nota oficial, o público total foi de 2.785 pessoas. Com quase cinco meses de trabalho, o técnico argentino Juan Pablo Vojvoda foi ovacionado desde o início, recebeu carinho antes da bola rolar e ficou com o recado vivo de que a exigência é alta da massa tricolor, não basta o bom contexto.

Protocolo cumprido

A atmosfera da Arena Castelão é renovada com a torcida. Apesar do baixo número de presentes, o som ecoou no estádio e transmitiu a sensação de mais torcedores. Esses, espalhados por todos os lados do equipamento - em cada setor, as cores vermelho, azul e branco foram preenchidas.

A movimentação foi tranquila, principalmente com os diversos setores de acesso às arquibancadas. O contingente se deslocou sem gerar aglomeração (dentro do estádio) e, na maioria dos casos, utilizou a máscara de forma adequada. No processo, o estafe também orientou a operação.  

"Estamos voltando depois de muito tempo, um ano e oito meses, quase dois anos. Estamos aqui para representar muitos que não conseguiram vir, muitos que faleceram por conta dessa doença. Mas estamos vacinados, com distanciamento e máscara", explicou o torcedor Alisson Nobre.

Agentes de fiscalização na Arena Castelão
Legenda: Agentes de fiscalização estiveram acompanhando o protocolo do Fortaleza na Arena Castelão
Foto: Fátima Holanda / Sesa

Durante o evento, equipes da Vigilância Sanitária do Estado e da Agência de Fiscalização de Fortaleza (Agefis) acompanharam o cumprimento do protocolo. O próximo evento-teste do futebol cearense ocorre na quarta-feira (6), entre Ceará x Internacional, mais uma  vez no Castelão.

Som da arquibancada

A emoção pode ser sentida de diversas formas. Da êxtase à tristeza, o choro também tem facetas. E o Fortaleza conseguiu levar o torcedor tricolor de um extremo ao outro com a atuação abaixo, uma das piores sob comando do técnico argentino Juan Pablo Vojvoda.

Das arquibancadas, momentos marcantes - e comuns - ganharam caráter de notoriedade pelo tempo de ausência. Foi assim com as músicas tradicionais, o movimento das bandeiras, os aplausos na entrada da equipe ao campo e também nas vaias (contra e a favor).

Os elementos estavam presentes no jogo. Inclusive o grito de gol, por duas vezes invalidado pelo VAR. Foi a sinergia do que deveria ter sido, mas nunca aconteceu. A derrota surge como um “balde de água fria” a quem faz a parte dele e não foi recompensado in loco.

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