Transposição: fim das obras é cada vez mais urgente
Com previsão de mais um ano de seca, as obras hídricas em curso no Estado tornam-se imprescindíveis
Com expectativa de mais um ano de seca para 2016, após quatro anos consecutivos de chuvas abaixo da média, a conclusão das obras hídricas em andamento se torna ainda mais urgente para o Ceará, em particular as de Integração do Rio São Francisco. As águas da transposição serão distribuídas pelo Interior por meio do Cinturão das Águas, sendo destinada ao consumo humano, à indústria e à agropecuária.
Diante do atual cenário de estiagem, o economista Alcântara Macêdo avalia que o governo deveria priorizar as obras hídricas e ressalta que é justamente pelos investimentos feitos no passado, como o Caminho das Águas e o Açude Castanhão, que hoje o Ceará não está passado desabastecimento mesmo com o baixo nível dos reservatórios.
Projeto dando certo
"Estamos no quarto ano de seca e não ainda não faltou água. Então podemos concluir que essas obras estão dando certo. Mas se não chover no ano que vem, a situação vai ser difícil", diz Macêdo. Com orçamento inicialmente estimado em R$ 4,5 bilhões, o projeto de transposição está orçado, atualmente, em R$ 8,2 bilhões, com base na planilha orçamentária vigente. E até o momento, foram investidos em torno de R$ 7 bilhões.
Juntos, os eixos Norte e Leste possuem 477 km de extensão, passando por 390 municípios dos estados de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte, e deverá beneficiar uma população estimada de 12 milhões de habitantes.
Atraso de 15 anos
As obras do Projeto de Integração do Rio São Francisco fazem parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do Governo Federal. Os recursos do projeto são exclusivamente da União. Inicialmente, a entrega da transposição estava prevista para o ano 2000.
Mas começaram a ser entregues apenas em outubro de 2014, com o acionamento da primeira Estação de Bombeamento do Eixo Leste (EBV-1), no município de Floresta (PE).
Trechos no Estado
Nos canteiros que dispõe no Estado do Ceará, onde a previsão de pouca chuva para 2016 é confirmada, o empreendimento é dividido em dois trechos.
A Meta 2N (39 km), que passa pelos municípios de Jati, Brejo Santo e Mauriti, apresenta 70,2% de execução física.
Já a Meta 3N (81 km), que passa por Brejo Santo, Mauriti, Barro, Monte Horebe (PB), São José de Piranhas (PB) e Cajazeiras (PB), apresenta 91,1% de execução física, segundo informou o Ministério da Integração Nacional. (BC)