Hangzhou (China). Ao falar a empresários brasileiros e chineses em Xangai, na última sexta-feira (2), o ministro Henrique Meirelles (Fazenda) apontou para a possibilidade de investimentos em projetos de infraestrutura na casa de US$ 269 bilhões no prazo de quatro anos. Segundo o ministro, não se trata de um compromisso do governo, mas de um mapa de oportunidades até o meio de 2020 para mostrar aos investidores.
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"É uma projeção de oportunidades de projetos nos próximos três a quatro anos, será detalhado pelo Moreira Franco (secretário do Programa de Parcerias de Investimentos) no mês de setembro, não necessariamente nesse número , mas ele vai detalhar pelo menos a primeira parte do programa", disse o ministro.
O número é bem superior aos R$ 31 bilhões previstos para o plano de concessões de Michel Temer. Os projetos abarcam concessões, outorgas e privatizações em infraestrutura, incluindo também óleo e gás, de acordo com Meirelles; parte dos projetos já pode ter sido discutida anteriormente.
Confiança
O ministro disse que não há erosão em confiança na economia. "Minha medida de confiança do mercado está expressa nos índices de confiança. Como mencionei, seja do comércio, da indústria, de serviços e do consumidor. E esses índices estão subindo fortemente, então a confiança não está sendo erodida".
Meirelles defendeu que é natural que as medidas propostas pela gestão Temer não sejam aprovadas do dia para a noite. "Exatamente porque estamos, pela primeira vez em 28 anos, fazendo a mudança estrutural das contas públicas, das despesas, o que envolve mudança na Constituição, é um processo que tem que demorar alguns meses", disse ele.
Meirelles integra a comitiva de Temer, que chegou à China na última sexta para participar da cúpula do G20 e de outras agendas paralelas. Após encontro com empresários, na manhã de sexta, Michel Temer voou para Hangzhou, onde teve uma reunião bilateral com o presidente Xi Jinping.
Segundo relatou o ministro José Serra (Relações Exteriores), Xi "abriu boas perspectivas" em assuntos como a possibilidade de acelerar o reconhecimento de frigoríficos brasileiros e mostrou boa vontade a respeito de exportações de aeronaves pelo Brasil. Também se falou, segundo ele, da continuidade de financiamento à Petrobras e do interesse de investimento chinês em infraestrutura no Brasil.