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Leilão é essencial na disputa por hub

Negociações com a empresa devem ser retomadas quando houver definição do futuro do equipamento

Escrito por
Redação producaodiario@svm.com.br
Legenda: Estudo da Oxford Economics para a Latam revelou que o equipamento geraria cerca de 35 mil empregos diretos e indiretos até 2018 na Capital
Foto: Foto: Kid Jr.

Ao assegurar a ampliação de investimentos no Aeroporto Internacional de Fortaleza - Pinto Martins, a concessão do equipamento também o fortalece na disputa pelo hub da Latam Airlines no Nordeste ante os aeroportos de Natal (RN) e Recife (PE). Isso porque as exigências de investimentos e reformas estipuladas em edital, aliadas ao interesse próprio da iniciativa privada, dá mais segurança à realização e à celeridade das obras.

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Em nota encaminhada à reportagem, a Latam afirmou avaliar positivamente o processo de concessão e entender como fundamental o País investir em infraestrutura "para vislumbrar um novo ciclo de crescimento, com competitividade para suas empresas e toda a indústria aérea nacional". No País, já foram concedidos os aeroportos de Brasília (DF), Guarulhos (SP), Viracopos (SP), Confins (MG), Natal (RN) e Galeão (RJ).

Quanto ao hub da companhia no Nordeste, propriamente, a Latam se limitou dizer que o estudo de viabilidade do projeto segue no plano de investimentos do grupo, mas, dada a queda significativa na demanda por transporte aéreo nos últimos meses e a baixa perspectiva de retomada de crescimento num curto prazo, somadas às indefinições de infraestrutura, a escolha da cidade que poderá receber o centro de conexões foi adiada indefinidamente.

Premissa nº1

Na avaliação do secretário do Turismo do Estado, Arialdo Pinho, a concessão é ponto fundamental para que o Pinto Martins seja considerado pela companhia. "É a premissa número 1 para que negociemos com eles. A Latam não se interessaria se fosse operado pela Infraero, porque com a iniciativa privada a negociação é bem mais fácil. E eles já conhecem a experiência (positiva) de Guarulhos e de Brasília", pontua o secretário.

As reuniões com a diretoria da empresa, entretanto, estão suspensas até que se tenha uma definição quanto ao futuro do equipamento. Segundo Arialdo, os encontros só devem voltar a acontecer quando todo o processo de concessão for finalizado e a nova concessionária, homologada. A previsão em edital é que a empresa seja convocada para assinar o contrato de concessão no dia 28 de julho deste ano.

Impacto

Estudo feito pela consultoria Oxford Economics para a Latam revelou que o equipamento geraria cerca de 35 mil empregos diretos e indiretos até 2018 na Capital, além de proporcionar um crescimento de 6% do Produto Interno Bruto (PIB) do Ceará, um impacto de R$ 9,9 bilhões na economia em um período de cinco anos de operação do equipamento. Os novos visitantes trariam, no segundo ano de operação, em torno de US$ 287 milhões anuais.

Outro estudo, feito pela consultoria Arup, estima que o hub em Fortaleza movimente dois milhões de passageiros adicionais por ano, em 24 aeronaves operadas diariamente, em simultâneo (entre 2,5 mil e 3 mil passageiros em horário de pico). Em 30 anos, o número de passageiros chegaria a 3,2 milhões por ano, em 36 aeronaves operadas diariamente e de forma simultânea (mais de 4 mil passageiros em horário de pico).

Fluxo

Arialdo aponta que o um dos grandes impactos do hub para a economia e o turismo seria a ligação da Capital cearense a 14 cidades na Europa. "Fortaleza passaria a ser a porta de entrada para a América Latina. Seriam quase 200 mil pessoas passando pela Capital", destaca o secretário, lembrando que o Panamá é um exemplo de hub, na América Central, e hoje cresce a taxas de 4% a 6% ao ano.

De acordo com o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Ceará (ABIH-CE), Eliseu Barros, o setor de turismo está ansioso para a conclusão das obras do aeroporto de Fortaleza, que, da forma como estão hoje, prejudicam a imagem da cidade para quem está chegando. Mas a principal expectativa é com o fortalecimento da cidade como candidata a receber o hub da Latam.

O vice-presidente da ABIH-CE, Darlan Leite, acrescenta que o aumento do fluxo de turistas na cidade é um dos impactos esperados caso a instalação do hub seja realizada na capital cearense. "Os turistas que iriam para diversas cidades poderiam passar pelo menos um dia em Fortaleza. O hub é primordial também para que nos consolide como um verdadeiro destino turístico", pontua. (YP)

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