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Estado espera instalação de 300 projetos eólicos

Os empreendimentos já cadastrados dependem hoje da construção de mais 300 quilômetros de linhas de transmissão

Escrito por
Redação producaodiario@svm.com.br
Legenda: Os projetos que aguardam infraestrutura representam investimentos de aproximadamente R$ 20 bilhões e têm potencial para gerar 4 GigaWatts (GW)

Pioneiro na geração energia eólica no País, o Ceará perdeu espaço no setor nos últimos anos e ainda aguarda a criação da infraestrutura necessária para a instalação de mais de 300 projetos já cadastrados na Empresa de Energia Elétrica (EPE). Demandando novas linhas de transmissão e reforço nas subestações já disponíveis, o Estado espera, no curto prazo, viabilizar os empreendimentos emperrados e criar novas ferramentas que impulsionem a geração de fontes alternativas.

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De acordo com o titular da Secretaria Adjunta de Energia, Mineração e Telecomunicações, Renato Rolim, os empreendimentos já cadastrados dependem hoje da construção de mais 300 quilômetros de linhas de transmissão no Ceará. Além disso, acrescenta, é necessário reforço nas subestações de Acaraú, Sobral e Ibiapina. O investimento total para essas mudanças seria de quase R$ 350 milhões.

Conforme o secretário, as intervenções são de responsabilidade do governo federal, que prevê aplicar, até 2020, quase R$ 17 bilhões na instalação de linhas de transmissão e criação de subestações. A expectativa, afirma, é que as mudanças no Ceará sejam feitas no curto prazo, em até dois anos. Os recursos fazem pare do Programa de Expansão da Transmissão (PET).

Rolim informa que os projetos que aguardam a instalação da infraestrutura necessária no Estado representam investimentos de aproximadamente R$ 20 bilhões e têm potencial para gerar 4 GigaWatts (GW).

O titular da secretaria adjunta ressalta que as demandas locais têm sido apresentadas e discutidas nos fóruns de secretarias estaduais voltadas para o setor elétrico e levadas até o Ministério de Minas e Energias.

Leilões estaduais

De acordo com o secretário, uma das propostas da administração estadual é a realização de leilões estaduais ou regionais para a instalação de empreendimentos e comercialização de energia renovável. Uma das possibilidades, indica, é utilizar leilões para contratar geradoras que forneçam energia necessária a empresas cearenses de economia mista, a exemplo da Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) e da Companhia de Gestão de Recursos Hídricos (Cogerh).

Esse mesmo modelo, complementa, também pode ser utilizado por empresas privadas que realizem leilões para contratar empreendimentos que lhes forneçam energia a partir de fontes renováveis, por um preço menor do que o atual. "Nossa ideia é alavancar a geração a partir de fontes renováveis, pra que, a partir dessa geração maior, haja também uma queda nos preços", ilustra Rolim.

Conforme a titular da Secretaria do Desenvolvimento Econômico do Ceará (SDE), Nicolle Barbosa, o Estado também tem buscado solucionar entraves relacionados ao licenciamento ambiental - outra demanda dos investidores que pretender gerar energia aqui. "Nós temos todas as condições para receber esses investimentos. Além das questões naturais, temos toda uma infraestrutura com, por exemplo, o Porto do Pecém e a ZPE (Zona de Processamento de Exportação", afirma. (JM)

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